Informações Adicionais No Curriculo - Informações adicionais no currículo prontas e o que colocar
Informações adicionais no currículo prontas e o que colocar

Informações adicionais no curriculo

A maior parte das pessoas coloca informações adicionais no curriculo de forma aleatória. Coloca curso que fez em 2019, coloca idioma com nível que não usa há cinco anos, coloca hobby que não tem nada a ver com a vaga. O resultado é um currículo de quatro páginas que ninguém lê até o final. Eu já vi isso acontecer com frequência suficiente para saber que o problema não é falta de informação, é excesso de informação irrelevante.

O que realmente importa colocar

Informações adicionais no curriculo devem responder a uma pergunta específica do recrutador ou do sistema de rastreio de candidatos. Se você não consegue explicar por que aquela informação está ali, ela não está ali. Ponto. Cursos e certificações. Coloque apenas os que são relevantes para a vaga ou que foram concluídos nos últimos três anos. Um curso de 2017 de excelência em planilhas não agrega valor para uma posição de liderança em tecnologia. Já vi candidato colocar quinze certificações no curriculo. Quando perguntei quais eram as três que mais usava no dia a dia, ele não soube responder. Isso é sinal de que o currículo estava cheio de encheção, não de conteúdo.

Idiomas. Coloque o nível real. Nível intermediário em inglês é completamente diferente de nível avançado. Se você passa entrevistas técnicas em inglês sem dificuldade, coloque fluente. Se você sabe ler documentação mas não participa de reuniões, coloque básico ou intermediário. Recrutadores descobrem isso na hora da entrevista e perdem a confiança no que foi escrito. Vontade de fazer trabalho voluntário ou participação em projetos open source. Isso funciona quando é genuíno e quando se relaciona com a área. Colocar que você faz trabalho voluntário em ONG animal quando a vaga é para desenvolvimento de software só funciona se você mencionar alguma coisa técnica que fez lá, como manutenção de site ou automação de processos.

A armadilha do sistema de rastreio

Um detalhe que quase todo mundo esquece: informações adicionais no curriculo precisam ser legíveis por ATS. Sistemas automáticos não conseguem ler duas colunas, tabelas complexas ou textos em caixas de texto. Eu trabalhei em uma empresa que rejeitava currículos porque o sistema não extraía as informações do campo "idiomas". O candidato tinha colocado tudo em formato visual bonito dentro do Photoshop e o ATS via um arquivo vazio. A pessoa nem passava pela triagem humana. A solução é simples. Mantenha as informações adicionais em formato de lista simples, com tópicos claros. Use palavras-chave padrão do mercado. Não crie abreviações criativas. "Inglês avançado" é melhor que "C1+" se o sistema não reconhecer a sigla.

O que NÃO colocar

Endereço completo. Cidade e estado bastam. Quem contrata não precisa saber o bairro. Filiação. Isso é requisito de concurso público, não de processo seletivo privado. Colocar nome dos pais só ocupa espaço.

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Fotografia. No Brasil ainda é comum em alguns segmentos, mas para multinacionais e startups a foto é dispensável e pode gerar viés inconsciente. Se a empresa não pede, não coloque. Dados pessoais sensíveis. Estado civil, número de CPF, data de nascimento completa. Nenhuma dessas informações é necessária na fase inicial de seleção. Colocar CPF no currículo enviando por e-mail é exponenciar risco de fraude sem nenhum benefício.

Como estruturar a seção

Coloque informações adicionais no curriculo sempre no final, após experiência profissional e formação acadêmica. Essa é a ordem que os recrutadores esperam ler. Se algo importante estiver escondido no final, ninguém vai ver. Use subitens curtos. Uma linha por item. Formato: título do curso, instituição, ano de conclusão. Nada de parágrafos explicando o que você aprendeu no curso. Isso vai para a entrevista, não para o papel.

Se você tem pouca experiência profissional, informações adicionais no curriculo ganham mais peso. Cursos relevantes, projetos pessoais, contribuições para comunidades técnicas. Nesse caso, vale a pena dar uma linha de contexto para cada item, mas apenas uma linha.

Quando menos é mais

O erro mais comum é achar que currículo longo é currículo completo. Currículo eficiente é aquele que um recrutador lê em trinta segundos e já consegue decidir se quer falar com a pessoa. Tudo que não ajuda nessa decisão rápida deve sair. Eu revisei currículo de candidato que tinha três páginas de informações adicionais. Cursos, workshops, conferências, palestras assistidas, livro que leu, podcast que ouvia. Quando cortei tudo que não era certificação ativa ou curso relevante para a vaga, o currículo ficou em uma página e o candidato passou para a próxima fase. O problema não era a falta de esforço dele, era a falta de filtro.

Dica prática que funciona

Antes de enviar o currículo, abra ele no PDF e tente encontrar alguma informação que possa ser removida sem prejuízo. Se você encontrar duas linhas que não adicionam nada, remova. Repita o processo até o currículo caber em duas páginas no máximo, a menos que você tenha mais de dez anos de experiência relevante. Informações adicionais no curriculo servem para diferenciar, não para preencher espaço. Se a sua seção de informações adicionais não contém nada que você não encontraria no LinkedIn da maioria dos candidatos, ela provavelmente está recheada de ruído. Seja seletivo. O tempo de leitura de um recrutador é contado em segundos, não em minutos.