Voz Ativa E Voz Passiva Exercicios - Atividade com Exercícios de Voz Ativa e Passiva 7º e 8º Ano
Atividade com Exercícios de Voz Ativa e Passiva 7º e 8º Ano

Como dominar voz ativa e voz passiva sem perder a cabeça

A maioria dos materiais didáticos ensina voz passiva como se fosse uma simples troca de ordem das palavras. Na prática, não funciona assim tão bem, especialmente quando você começa a trabalhar com textos mais longos ou traduções técnicas. Voz ativa é quando o sujeito pratica a ação (o aluno estudou a lição). Voz passiva é quando o sujeito recebe a ação (a lição foi estudada pelo aluno). A transformação exige atenção à concordância verbal e à posição dos elementos na frase.

vozes ativa e passiva: exercícios práticos

O segredo para entender a voz passiva em português é perceber que ela só funciona com verbos transitivos diretos. Você não pode transformar "ele chegou tarde" para uma voz passiva porque não há objeto direto. Verbs like "chegar", "ir", "ser", "existir" simplesmente não aceitam essa conversão. Isso é algo que os exercícios mal elaborados raramente deixam claro no começo. Aqui vai um exercício de transformação básico:

Exercício 1 — Transforme as frases da voz ativa para a passiva: 1. O chefe aprovou o relatório.

2. A equipe desenvolveu o sistema novo. 3. Maria escreveu o documento importante.

4. Os engenheiros construíram a ponte. 5. A diretoria contratou novos funcionários.

Respostas: 1. O relatório foi aprovado pelo chefe.

2. O sistema novo foi desenvolvido pela equipe. 3. O documento importante foi escrito por Maria.

4. A ponte foi construída pelos engenheiros. 5. Novos funcionários foram contratados pela diretoria.

Perceba que o objeto direto da voz ativa vira o sujeito paciente na voz passiva. O verbo principal entra na forma do particípio e concorda em gênero e número com esse novo sujeito. A preposição "por" introduz o agente da passiva, mas nos exemplos 3 e 5 eu usei "por" sem crase porque os nomes próprios e coletivos exigem análise prévia. Esse é um ponto que cai muito em provas e que muita gente erra sem perceber. Exercício 2 — Identifique o erro nas frases abaixo:

1. A decisão foi tomada pelos conselheiros com muita cautela. 2. O projeto foi realizado pelo engenheiro responsável.

3. As metas foram atingidas pela equipe de vendas. 4. O contrato foi assinado pelo gerente e pelo diretor.

5. A reunião foi realizada às nove horas da manhã. Nenhuma delas tem erro gramatical. Às vezes o exercício é só para treinar a leitura atenta. Eu sempre peço isso para meus alunos porque criar frustração artificial não ensina nada. O importante é confirmar que a concordância está correta e que o particípio concorda com o sujeito paciente.

Exercício 3 — Transforme da passiva para a ativa: 1. O relatório foi entregue pelo estagiário.

2. As propostas foram analisadas pela comissão evaluadora. 3. O relatório anual será publicado pela editora.

4. Os relatórios foram arquivados pelos assistentes administrativos. 5. A proposta foi rejeitada pelo conselho de administração.

Respostas: 1. O estagiário entregou o relatório.

2. A comissão evaluadora analisou as propostas. 3. A editora publicará o relatório anual.

4. Os assistentes administrativos arquivaram os relatórios. 5. O conselho de administração rejeitou a proposta.

Quando você inverte o processo, o sujeito paciente vira agente da passiva e o agente da passiva vira objeto direto. A estrutura se mantém, só muda o foco. Esse exercício de ida e volta é o que realmente fixa o conteúdo, mais do que apenas transformar numa direção só.

Quando a voz passiva não funciona (e o que fazer)

Existe uma categoria que todo mundo esquece: a voz passiva analítica com verbos no futuro do pretérito ou no presente do subjuntivo. Frases como "será aprovado o projeto" ou "tenha sido concluída a obra" exigem que você mantenha a mesma modalidade verbal. Muitos exercícios negligenciam isso, e aí o aluno trava na hora da prova ou do trabalho. Um problema real que eu encontrei várias vezes ao revisar textos técnicos foi a presença de voz passiva com pronome oblíquo átono. Em português, podemos usar a forma passiva pronominal: "Alugam-se casas" em vez de "Casas são alugadas". Essa construção não tem um equivalente direto na voz passiva analítica porque o "se" é partícula apassivadora, não índice de indeterminação do sujeito. Confundir esses dois casos gera erros de concordância recorrentes.

Aqui vai um exercício que cobre essa nuance: Exercício 4 — Classifique as frases quanto à voz verbal:

1. Vendem-se apartamentos neste condomínio. 2. O apartamento foi vendido pelo corretor.

3. Aluga-se sala comercial. 4. A sala foi alugada por uma startup.

5. Precisa-se de colaboradores para o projeto. Respostas:

1. Voz passiva pronominal (partícula apassivadora "se"). 2. Voz passiva analítica.

3. Voz passiva pronominal. 4. Voz passiva analítica.

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5. Voz passiva pronominal com índice de indeterminação do sujeito — aqui o "se" NÃO é partícula apassivadora porque o verbo "precisar" é transitivo indireto. Esta é uma armadilha clássica que os exercícios mal elaborados nunca mostram. O exercício 5 mostra exatamente onde a regra que todo mundo decora quebra. "Precisa-se de colaboradores" não é voz passiva. É voz passiva sintética com pronome indeterminador porque o verbo exige complemento com preposição. Quando o verbo é transitivo direto, o "se" pode ser partícula apassivadora. Quando é transitivo indireto, ele é índice de indeterminação do sujeito. Não existe intermediário. Você decora isso ou erra em qualquer prova.

Exercício 5 — Reescreva usando voz passiva analítica: 1. Construirão o hospital no próximo ano.

2. Realizaram a ceremonia ontem à tarde. 3. Entregarão os convites na recepção.

4. Publicarão o edital semana que vem. 5. Fundamentaram a decisão nos dados do relatório.

Respostas: 1. O hospital será construído no próximo ano.

2. A cerimônia foi realizada ontem à tarde. 3. Os convites serão entregues na recepção.

4. O edital será publicado semana que vem. 5. A decisão foi fundamentada nos dados do relatório.

Note que no exercício 5 a transformação exige que você identifique qual é o objeto direto antes de fazer a troca. Na frase 5, "nos dados do relatório" é complemento nominal, não objeto direto. O objeto direto é "a decisão". Por isso ela vai para o início da frase passiva. Esse tipo de análise é o que separa quem acerta por sorte de quem acerta por compreensão.

Erros frequentes que aparecem em voz ativa e voz passiva exercicios mal elaborados

Exercícios genéricos na internet frequentemente pegam frases em que a voz passiva soa natural em inglês mas soa em português. Frases como "foi feito pela equipe" ou "foi criado por nós" são gramaticalmente possíveis, mas em textos formais soam artificiais. O recomendável é usar a voz ativa sempre que possível. A passiva deve ser instrumento de clareza, não moda estilística. Outro erro comum é a desconsideração da regência verbal. Verbos como "assistir" no sentido de ver, "implicar" no sentido de acarretar, "referir-se" no sentido de aludir — todos exigem preposição e não formam voz passiva analítica da maneira óbvia. "A assistsncia foi assistida pelo diretor" é uma frase absurda que já vi aparecer em material didático. O verbo "assistir" aqui é transitivo indireto, então não há objeto direto para virar sujeito paciente.

Exercício 6 — Marque V para as frases que podem ser transformadas para voz passiva analítica e F para as que não podem: ( ) O juiz absolveu o réu.

( ) O paciente assistiu à consulta com calma. ( ) A empresa implicou multa por infração.

( ) O diretor referiu-se ao problema na reunião. ( ) A comissão elaborou o parecer técnico.

( ) O prefeito nomeou novos secretários. ( ) O aluno obteve aprovação no concurso.

( ) A justiça deferiu o pedido. Respostas:

V — O juiz absolveu o réu. (objeto direto: o réu) F — O paciente assistiu à consulta com calma. (transitivo indireto)

V — A empresa implicou multa por infração. (objeto direto: multa) F — O diretor referiu-se ao problema na reunião. (transitivo indireto)

V — A comissão elaborou o parecer técnico. (objeto direto: o parecer técnico) V — O prefeito nomeou novos secretários. (objeto direto: novos secretários)

V — O aluno obteve aprovação no concurso. (objeto direto: aprovação) V — A justiça deferiu o pedido. (objeto direto: o pedido)

Só três não podem ser transformadas. Se você marcou mais do que isso como impossíveis, provavelmente estava confundindo regência com transitividade. Volte aos exercícios de regência verbal antes de insistir nessa transformação. É mais produtivo tratar a raiz do problema do que repetir o mesmo erro. Exercício 7 — Complete com a forma verbal correta na voz passiva:

1. O edifício ________ (construir) em 2019. 2. As novas políticas ________ (implementar) pela diretoria.

3. O documento ________ (assinar) pelo representante legal. 4. Os prazos ________ (cumprir) rigorosamente pela equipe.

5. A licença ________ (obter) pela empresa no mês passado. Respostas:

1. foi construído 2. foram implementadas

3. foi assinado 4. foram cumpridos

5. foi obtida O exercício 7 parece simples, mas a concordância do particípio com o sujeito paciente é exatamente onde a maioria das pessoas erra. "As novas políticas" é feminino plural, então o particípio precisa ser "implementadas". "Os prazos" é masculino plural, então "cumpridos". Não existe atalho: cada frase exige análise individual do gênero e número do sujeito. Memorizar padrões não funciona porque cada construção é única.

Se você está procurando mais material prático, recomendo buscar por voz ativa e voz passiva exercicios com gabarito em sites de concursos públicos. O nível de qualidade costuma ser bem superior ao de materiais genéricos de ensino médio, porque as bancas cobram exatamente essas nuances de regência e concordância que mostrei nos exercícios 4 e 6. A diferença entre um exercício bem construído e um mal construído costuma estar em uma única palavra que muda completamente a resposta. O que menos adianta é fazer cinquenta exercícios sem revisar os erros. Eu vejo gente fazendo listas enormes e errando sempre as mesmas coisas. Anotar o erro específico, identificar o padrão e refazer só aqueles tipos de frase converte uma hora de prática em resultados que uma lista de cem questões não entrega. A velocidade de aprendizado depende disso, não da quantidade cega de repetição.