Um Professor Lança Uma Esfera Verticalmente Para Cima - ENEM 2023 | Um professor lança uma esfera verticalmente para cima, a ...
ENEM 2023 | Um professor lança uma esfera verticalmente para cima, a ...

Resolvendo o problema clássico de esfera lançada verticalmente

Todo mundo já viu esse exercício pelo menos cinquenta vezes. Um professor lança uma esfera verticalmente para cima com velocidade inicial de 30 m/s. Calcular a altura máxima, o tempo de subida, a velocidade após 2 segundos. O problema é sempre o mesmo, mas a forma como as pessoas pensam errada a abordagem é que causa o transtorno. Aqui vai o método direto, sem enrolação.

Como resolver um professor lança uma esfera verticalmente para cima

Você precisa partir da equação horária da posição e da equação da velocidade. A aceleração é gravidade, e nesse tipo de exercício ela é sempre negativa porque está no sentido oposto ao lançamento. Gosto de usar g = 10 m/s² nos exercícios didáticos, mas na vida real é 9,8. A diferença pode parecer pequena, mas em questões de múltipla escolha com alternativas próximas, 9,8 é que manda. A equação da velocidade é v = v0 - g.t. A equação horária é h = h0 + v0.t - (g/2).t². Se a esfera parte do chão, h0 é zero. Se parte de uma mesa, você soma a altura da mesa.

Para achar a altura máxima, você usa uma condição simples: no ponto mais alto a velocidade instantânea é zero. Então iguala v = 0 e resolve para t. No exemplo com v0 = 30 e g = 10, o tempo de subida é 3 segundos. Substitui esse tempo na equação horária e acha a altura. 30 vezes 3 menos 5 vezes 9 dá 45 metros. Simples assim. O erro mais comum que vejo alunos cometendo é confundir o sinal da aceleração. Tem gente que coloca g como positiva na equação e depois se perde na hora de interpretar o resultado. Ou pior, esquece que na descida a velocidade fica negativa e acha que chegou a um absurdo quando o cálculo mostra isso. A velocidade negativa não é erro. É informação útil. Significa que o corpo está descendo.

Outro ponto que ninguém ensina direito: o tempo de subida é igual ao tempo de descida só se a esfera cair no mesmo nível em que foi lançada. Se o professor jogou de uma janela e a esfera cai no jardim abaixo, o tempo total é maior. Aí você resolve a equação horária igualando h a menos da altura da janela, não a zero. Tem um caso que eu vi acontecer numa prova que eu corrigi e que vale a pena destacar. O enunciado dizia que o professor lançou a esfera com 20 m/s e perguntava a posição e velocidade quando t = 5 segundos com g = 10. A maioria dos alunos parava na altura máxima, que ocorre em t = 2 segundos, e achava que o exercício terminava aí. A esfera já estava caindo havia 3 segundos quando t = 5. A posição era negativa, o que indicava que ela já tinha passado pelo ponto de lançamento e estava abaixo dele. A velocidade também era negativa, cerca de -30 m/s. O aluno escreveu "impossível" e deixou em branco. Nada impossível, só precisava continuar o cálculo.

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Quando o exercício pede o tempo total no ar e a esfera é lançada de uma altura diferente do solo, você monta a equação quadrática completa e usa Bhaskara. Não tem truque. O resultado costuma dar duas raízes, uma negativa que você descarta e uma positiva que é o tempo de impacto. Se o problema envolver resistência do ar, esquece as equações simples que eu mencionei. Aí entra um tratamento numérico ou diferencial, e o assunto muda completamente. Em física do ensino médio e nos primeiros semestres de engenharia, a resistência do ar é sempre desprezível. O enunciado vai dizer explicitamente "despreze a resistência do ar". Se não disser, ainda assim assume que não tem, a menos que o professor seja daquelas pessoas que gostam de complicar propositalmente.

Uma dica prática que ajuda a evitar confusão com sinais: defina um sistema de referenciais antes de começar qualquer conta. Positivo para cima, negativo para baixo. Anota isso no papel. Quando você chega no meio da questão e a cabeça já tá cheia de números, ter o eixo definido evita metade dos erros. Na minha experiência corrigindo listas e provas, percebi que o maior gargalo não é o cálculo em si. É a tradução do texto para a equação. O aluno lê "lançada verticalmente para cima" e não consegue identificar o que é v0, o que é g e qual o sinal de cada um. Treine essa tradução. Leia o enunciado devagar, sublinhe os dados e escreva o que cada dado representa no sistema que você escolheu.

Se quiser praticar, monte variações do problema. Mude a velocidade inicial, mude a altura de lançamento, mude a gravidade para outro planeta. Isso fixa o método melhor do que resolver cinquenta exercícios iguais. Aqui estão os passos organizados de forma prática:

Defina o eixo positivo para cima e anote os dados. Escreva v0 e g com seus sinais. Use v = v0 - g.t para encontrar o tempo de altura máxima colocando v = 0. Calcule a altura máxima substituindo esse tempo em h = v0.t - 5.g.t². Para tempos maiores que o de subida, continue usando as mesmas equações e aceite que a velocidade fica negativa e a posição pode cair abaixo de zero. Se a esfera cair em nível diferente do lançamento, iguale h à altura final e resolva a equação quadrática. Isso cobre a vasta maioria dos casos. O resto é exceção e depende do que o professor decidir cobrar.

Se você tiver o enunciado completo com os valores numéricos, posso montar a resolução passo a passo específica. O formato geral é sempre esse, então adaptar para qualquer variação é questão de substituir os números e manter a lógica.