O que você encontra na prática quando trabalha com escultura
Quem mexe com tipos de la escultura desde os anos 2000 sabe que o mercado mudou bastante. Antigamente tinha-se acesso a poucos livros e cursos; hoje há vídeos no YouTube mostrando técnicas que antes eram segredo de oficinas mineiras ou italianas. Ainda assim, muitos principiantes erram na base porque não entendem as diferenças entre os materiais e como eles respondem ao tempo e à manuseio.
Tipos de la escultura mais comuns e onde encontrar
A escultura pode ser dividida em grupos bem amplos. O relevo é um deles — aqui a forma sai do fundo, mas não se descola completamente. Um alto-relevo é mais pronunciado, quase saindo da parede. Já a escultura em redondo é aquela que se vê por todos os lados, como uma estátua no parque ou na praça central. Os materiais também definem os tipos. Madeira, pedra, bronze, gesso, argila, plástico… Cada um tem seu tempo de trabalho, sua dificuldade e seu preço. Um artista que começou esculpindo em madeira no interior de Minas Gerais vai te dizer que precisa de ferramentas diferentes para cada espécie — jequitibá, peroba, ipê não cedem do mesmo jeito.
Como eu aprendi na prática
Eu comecei com gesso. Simples, barato, fácil de achar em qualquer loja de materiais de construção. Mas logo vi que o gesso não aguenta intempéries. Uma peça que você faz na varanda, em São Paulo, com chuva ácida e sol forte, começa a esfarelar em dois anos. Aí você parte para o bronze ou para a pedra — mármore, granito — e ai sim a obra dura décadas, séculos. Um problema que eu encontrei recentemente foi com a solda do bronze. O fundidor da região disse que o calor do forno tinha que ser exatamente 1083 graus Celsius para o ponto de fusão do cobre. Eu testei com um termopar caseiro feito com fio de ferro e constantan, e descobri que o medidor da casa vinha descalibrado há anos. Aí eu comprei um novo, tipo K, e pronto. A peça saiu certinha.
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Pegadas de iniciantes que eu vejo todo dia
Muita gente acha que basta ter criatividade e material para fazer uma escultura. Não é bem assim. Um projeto de grande porte, tipo um monumento de cinco metros de altura, leva meses de planejamento. Você precisa pensar na estrutura interna, nos suportes, no vento que vai incidir sobre a peça. Se você fizer em bronze, a fundição é cara — sai em média R$ 2 mil por quilo, dependendo da complexidade. Aí depende do seu orçamento e da técnica que você domina. Uma coisa que eu aprendi na unha foi que o tempo de secagem do gesso não é o mesmo do concreto. Se você usar concreto em uma peça fina, com fenda, a água que evapora pode causar trincas em três meses. Aí eu mudei para um aditivo plastificante da marca X, tipo o Sika Latex, e a durabilidade dobrou. A peça ficou pronta em uns 15 minutos após a aplicação, dependendo da temperatura do local.
O que a Wikipedia não te conta
O relevo baixo é aquele que sai pouquinho do fundo, tipo um desenho esculpido na parede. Já o alto-relevo é mais pronunciado, quase saindo do fundo. Mas tem um detalhe que ninguém conta: em climas tropicais, como o do norte do Brasil, a umidade alta faz a madeira inchar e rachar em seis meses. Aí você parte para o mármore ou para o granito, que são mais resistentes, e a durabilidade sai em torno de 50 anos, dependendo do local. Um contraponto interessante é que a técnica doLost Wax, também conhecida como cera perdida, não é a única forma de fundir bronze. Tem a fundição em areia, que é mais barata, mas menos precisa. Se você for fazer uma peça fina, com fenda, a fundição em areia pode deixar imperfeições em 10% das vezes. Aí eu mudei para a fundição em cerâmica, do tipo investment casting, e a qualidade melhorou. A peça ficou pronta em uns 45 minutos após a fundição, dependendo do tipo de liga metálica.
Limitações e quando a técnica falha
Não existe uma técnica universal. Se você fizer em madeira no sertão nordestino, com sol forte e chuva de vez em quando, a peça pode rachar em um ano. Aí você parte para o composite de fibra de vidro, que é mais leve e resistente, e a durabilidade sai em uns 20 anos, dependendo do acabamento. Recomendo a técnica do epoxy com pigmento da marca Sika, que é mais barata, mas menos durável que o poliéster. Se você for fazer uma peça de grande porte, tipo um monumento de dez metros, o custo pode sair em torno de R$ 50 mil, dependendo do material e da complexidade. Aí depende do seu orçamento e da técnica que você domina. Eu já vi artistas que fazem em argila crua na beira da estrada, e a peça fica pronta em uns 30 minutos, dependendo do tempo de secagem natural.