There Was There Were - There was/were - Repasando ingles con Lorena
There was/were - Repasando ingles con Lorena

There was versus there were: o que fazer quando o inglês te pega no contrapé

A primeira coisa que eu aprendi na prática foi que a maioria dos alunos — e até falantes intermediários que trabalham com relatórios em inglês — comete o mesmo erro sem perceber. Escreve "there was many issues" e segue em frente achando que está tudo certo. O corrector automático às vezes deixa passar, especialmente se o texto for informal. Mas em qualquer contexto profissional, isso soa mal imediatamente. Vou direto ao ponto: a regra existe, mas o que realmente causa confusão não é a regra em si. É o que vem depois do verbo. There was vai com sujeito singular. There were vai com sujeito plural. Essa é a base. O problema aparece quando o sujeito não está logo após o verbo, ou quando ele é indefinido, ou quando você mistura estruturas. Na prática, eu precisei corrigir isso em contratos, e-mails técnicos e apresentações de clientes. Uma vez, um colega meu escreveu "there was a number of complaints" em um relatório para a diretoria. A corretora apontou. Ele ficou sem graça. O problema era simples: "a number of complaints" é plural, então o certo seria "there were". Mas essa pegadinha não é óbvia até você errar.

There was there were: a distinção que ninguém ensina direito

Vou começar pelo funcionamento prático, não pela definição de livro. Quando você diz "there was", está afirmando a existência de algo no passado, singular. Quando diz "there were", está afirmando a existência de algo no passado, plural. Pronto. A gramática formal chama isso de "existential there" com concordância verbal no past simple. Mas o que importa na hora de escrever é saber identificar o sujeito real da oração. O sujeito sempre vem depois do verbo com "there". Não é um truque, é a estrutura. Veja: "There were three reasons". O sujeito é "three reasons" — plural. "There was a reason". O sujeito é "a reason" — singular. A confusão acontece quando o sujeito é coletivo, abstrato ou vem acompanhado de expressões quantificadoras. "There was a team of experts working on this" está correto porque o sujeito núcleo é "a team", singular. Já "There were a team of experts" estaria errado, a menos que você estivesse se referindo aos membros individualmente, o que é raro e soa estranho.

O que os manuais não destacam é que existencial "there" não é o mesmo "there" de lugar. "There is the book" indica localização. "There is a problem" indica existência. São construções diferentes com a mesma palavra. Misturar isso na cabeça causa erros de concordância sem motivo. Eu vi alguém escrever "there was many people were waiting" num e-mail. Dois "was", dois problemas. O certo seria "there were many people waiting" ou simplesmente "many people were waiting". Depende do que quer dizer. Outro ponto que poucos conhecem: com expressões como "half of", "some of", "most of", a concordância depende do substantivo que vem depois da preposição, não do quantificador. "There was half of the cake left" está certo porque "cake" é singular. "There were half of the cookies left" também está certo porque "cookies" é plural. Se você pensar que "half" é sempre singular, vai errar nessa estrutura.

Como aplicar na prática, do jeito que funciona

A primeira etapa é identificar o sujeito. Sempre. Leia a oração inteira antes de escolher o verbo. Não confie na impressão inicial. Eu costumo fazer isso mentalmente em trinta segundos: localizo o "there", olho o verbo que vem em seguida, e então encontro o sujeito depois dele. Se o sujeito é singular, "was". Se é plural, "were". Repetir esse processo até virar automático. A segunda etapa é prestar atenção nas expressões quantificadoras. "A lot of", "plenty of", "some", "any", "most", "all", "half", "the rest" — todos eles dependem do substantivo seguinte. "There was a lot of noise" (noise é incontável, singular). "There were a lot of noises" (noises é contável, plural). A diferença entre as duas frases é mínima no significado, mas a concordância muda completamente.

A terceira etapa é cuidar dos sujeitos compostos com "and". "There was a book and a pen on the table" está errado. O sujeito é composto, então é plural: "There were a book and a pen on the table". Mas aqui tem uma nuance que quase ninguém menciona: quando o primeiro elemento da lista é singular e o segundo é plural, muitos falantes nativos ainda usam "there was" por proxemia — o verbo fica mais próximo do primeiro elemento, que é singular. Isso é aceitável em fala informal, mas em escrita formal é melhor seguir a regra estrita: sujeito composto com "and" pede verbo no plural. Quarta etapa: sujeitos com "either...or" e "neither...nor". A concordância segue o elemento mais próximo do verbo. "There was either a mistake or a misunderstanding". O elemento mais próximo é "a misunderstanding", singular, então "was" está certo. "There were either mistakes or misunderstandings". O elemento mais próximo é "misunderstandings", plural, então "were" está certo. Essa regra de proximidade é consistente e evita metade dos erros que eu vejo no dia a dia.

Erros comuns e como evitá-los

O erro mais frequente é tratar sujeitos incontáveis como plurais. "There was informations on the desk" — errado. "Information" é incontável, então o correto é "There was information on the desk". Palavras como "data", "evidence", "advice", "furniture", "luggage" são incontáveis em inglês padrão. Falantes de português tendem a pluralizar essas palavras porque em português algumas delas têm plural regular. Esse transferência interlinguística é uma das causas mais persistentes de erro de concordância. O segundo erro comum é confundir "there was" com "it was". Não são intercambiáveis. "It was a difficult decision" refere-se a algo específico já mencionado. "There was a difficult decision to make" afirma a existência de uma decisão. Usar um no lugar do outro muda o sentido da frase. Eu já vi relatórios onde "it was" foi usado erroneamente no início de um parágrafo inteiro, criando uma referência ambígua que o leitor não conseguia rastrear.

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O terceiro erro é usar "there was" em contextos onde o tempo verbal não é passado. "There is" e "there are" existem para o presente. "There was" e "there were" são exclusivamente passados. Se você está descrevendo uma situação atual, use o presente. Misturar tempos verbais nessa estrutura gera confusão imediata no leitor. "There was a meeting tomorrow" está errado. O certo seria "There is a meeting tomorrow" ou "There will be a meeting tomorrow". Um erro mais sutil aparece com orações relativas. "There was a man who were late" — errado. O relativo "who" se refere a "a man", singular, então o verbo deve ser "was": "There was a man who was late". A concordância se mantém dentro da oração relativa, não apenas no sujeito principal. Esse tipo de erro é especialmente traiçoeiro porque a distância entre o sujeito e o verbo pode ser grande, e o cérebro tende a se perder na estrutura.

Quando a regra se aplica e quando ela não se aplica

Existencial "there" com concordância no past simple funciona consistentemente em afirmações, perguntas e negações. "There was a problem" (afirmação). "Was there a problem?" (pergunta). "There wasn't a problem" (negação). "There weren't any problems" (negação plural). A estrutura é previsível nessas formas. O problema aparece em construções mais complexas, como discursos indiretos, conditionals e frases com modais no passado. Em conditionals do segundo tipo, a regra se mantém: "If there were more people, the event would be bigger". Note que usamos "were" mesmo com "there" no singular conceitual, porque o subjuntivo em inglês exige "were" para todos os sujeitos em conditionals hipotéticas. Essa é uma exceção importante que os estudantes costumam esquecer. "If there was" também aparece em fala informal, mas em escrita formal o subjuntivo "were" é o padrão recomendado.

Com modais no passado, a estrutura é "there + modal + be + sujeito". "There could have been a mistake". "There might have been issues". "There should have been more time". Aqui o verbo "be" fica no infinitivo porque o modal já carrega a marca temporal. A concordância com o sujeito continua valendo: se o sujeito é plural, o sentido é plural, mas o verbo "be" não flexiona porque está após o modal.

Uma situação real que eu enfrentei

Eu estava revisando um relatório técnico de trinta páginas para um cliente internacional. O autor original era falante de espanhol, e o texto tinha dezenas de ocorrências de "there was" com sujeitos plurais. A correção manual levaria horas. A solução que eu encontrei foi criar um padrão de busca no processador de texto: procurei por "there was" seguido de uma lista de substantivos plurais comuns ("issues", "problems", "errors", "reports", "documents", "files", "results", "examples"). O regex captou cerca de sessenta ocorrências erradas em quinze minutos. Depois de corrigidas, fiz uma revisão final leitura por leitura para garantir que nenhuma correção automáticahouver alterado o sentido. O que esse caso me ensinou foi que a melhor forma de dominar "there was" versus "there were" não é apenas decorar a regra. É criar um filtro mental automático. Quando você lê ou escreve, o cérebro precisa reconhecer o sujeito em milissegundos e aplicar a concordância sem esforço consciente. Isso só vem com exposição repetida e correção ativa. Ler textos bem escritos em inglês ajuda. Escrever e ter o texto revisado ajuda mais. Praticar com exercícios de concordância ajuda ainda mais.

Resumo prático para consultagem rápida

Sujeito singular depois de "there" no passado "there was". Sujeito plural depois de "there" no passado "there were". Sujeito incontável trate como singular. Expressões com "of" concorde com o substantivo após a preposição. Sujeitos com "either...or" ou "neither...nor" concorde com o elemento mais próximo. Sujeitos compostos com "and" plural. Subjuntivo em conditionals use "were" para todos os sujeitos. Modais no passado "be" fica no infinitivo, mas o sujeito ainda define o número conceitual. Se você quiser dominar isso de verdade, a recomendação mais honesta que posso dar é esta: escreva todos os dias em inglês, mesmo que sejam frases curtas. Use "there was" e "there were" intencionalmente em diferentes contextos. Peça para um falante nativo ou um corrector revisarem. Anote os erros que aparecem. Em duas ou três semanas, a concordância vira automático. Não existe atalho real. Existe prática direcionada.

There was there were: o guia definitivo para não errar mais

O que separa um falante que acerta desse que erra repetidamente não é talento. É consciência estrutural. Quando você entende que "there" é apenas um marcador existencial e que o sujeito real mora depois do verbo, toda a confusão desaparece. A regra não é complicada. O que é complicador é a pressão do tempo real — escrever um e-mail rápido, entregar um relatório apressado, responder a uma mensagem sem revisar. Nesses momentos, o cérebro pega o caminho mais barato, e o caminho mais barato é errar. A boa notícia é que esse vício se corrige rápido. Basta pausear meio segundo antes de enviar qualquer texto que contenha "there was" ou "there were". Leia a frase completa. Localize o sujeito. Verifique o número. Se for singular, "was". Se for plural, "were". Meio segundo que evita embaraço profissional. Eisso vale muito mais do que parece.