There Is E There Are Exercícios - There Is E There Are Exercícios - FDPLEARN
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There is e there are: o que realmente importa na prática

A confusão entre there is e there are acontece porque o português não tem uma estrutura equivalente que funcione da mesma forma. Em português nós dizemos "tem" para tudo, singular e plural, o que cria um vício linguístico que persiste mesmo após anos estudando inglês. O básico é simples: there is para singular e substantivos incontáveis, there are para plural. Mas o problema real começa quando você encontra frases com mais de um elemento ou estruturas negativas e interrogativas. É aí que a maioria das pessoas travam.

Quando eu estava organizando materiais didáticos para estudantes brasileiros, me deparei com um padrão recorrente: as pessoas erravam em exercícios que misturavam elementos adjacentes. Por exemplo, "there is a book and two pens" — gramaticalmente o mais próximo do verbo é singular, mas muitos respondem com "are" porque pensam no conjunto como plural. O certo é there is nesse caso, porque o primeiro substantivo ("a book") é singular e governa o verbo. Isso se chama princípio da proximidade e aparece frequentemente em provas de múltipla escolha.

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There is e there are exercícios práticos

A maior dificuldade nos exercícios tradicionais não é a forma, é o contexto. A maioria dos livros apresenta frases isoladas do tipo "___ a cat on the sofa", o que não reflete como a estrutura é usada na linguagem real. Na prática, você precisa entender que there is/there are introduz existência, não posse. "There is a problem" não significa "eu tenho um problema", significa "existe um problema". Essa distinção é crucial para não traduzir mentalmente de forma errada. Outro ponto que poucos explicam: a contração. No inglês falado, there's é usado até com plurais em situações informais. Você vai ouvir "there's two cars outside" o tempo todo, mesmo sendo tecnicamente incorreto do ponto de vista gramatical formal. Para provas escritas, mantenha a forma completa. Para compreensão auditiva, saiba que nativos fazem isso constantemente e não é necessariamente um erro de percepção.

Os exercícios mais eficazes são aqueles que exigem que você produza a frase, não apenas complete lacunas. Tentar descrever uma imagem usando there is/there are força o cérebro a processar a estrutura de verdade, em vez de apenas reconhecer o padrão visual do exercício. Eu recomendo usar imagens de cenas do cotidiano — uma cozinha bagunçada, uma rua movimentada — e descrevê-las oralmente antes de escrever. Isso cria uma conexão entre a estrutura e o significado, não apenas entre a estrutura e a gramática. Um erro comum em exercícios avançados envolve cláusulas relativas após there is/there are. Frases como "there is something that I need to tell you" exigem que o aluno mantenha o singular mesmo quando o contexto sugere plural. O segredo é lembrar que o sujeito gramatical é sempre "something" ou "anything", que são singulares por definição.

Se você está se preparando para uma prova específica, foque em exercícios que incluam formas negativas ("there isn't" / "there aren't any") e interrogativas ("is there" / "are there"). A forma negativa com "any" é particularmente traiçoeira porque muitos estudantes escrevem "there isn't any books" — o correto seria "there aren't any books" ou "there isn't any book". O "any" funciona tanto com singular quanto com plural na negativa, mas o verbo precisa concordar com o substantivo que vem depois. A principal limitação dos exercícios tradicionais é que eles raramente preparam para a variação registral. Em textos formais, a concordância precisa ser impecável. Em conversação, as regras são mais flexíveis. Saber distinguir esses contextos é o que separa quem decora regras de quem realmente domina a estrutura.