Trabalhando verbos com textos no 4o ano
Vou direto ao ponto. Texto para trabalhar verbos 4o ano funciona quando o material é curto, tem um contexto claro e os alunos conseguem localizar as formas verbais sem se perder na leitura. Se o texto for muito longo ou cheio de vocabulário desconhecido, a aula vira caça-palavras frustrante e ninguém aprende nada. No meu caso, eu costumava usar frases prontas de livros didáticos. Isso dá certo na teoria, mas na prática os alunos identificam o verbo pelo número, não pelo tempo verbal. Eu percebi isso depois que uma turma inteira marcou "correu" como presente do indicativo só porque vinha junto com "ele". A virada veio quando eu comecei a pedir que eles reescrevessem o mesmo trecho mudando o tempo verbal. Aí sim, a diferença entre pretérito perfeito e imperfeito ficou clara. É um exercício que leva uns 15 minutos e resolve um problema que aparecia todo bimestre.
texto para trabalhar verbos 4o ano
Aqui vai um modelo simples que você pode adaptar ou copiar. O texto é original, propósito educacional, nível adequado ao 4o ano do ensino fundamental. Texto 1: A Maria acordou cedo no sábado. Ela vestiu sua roupa favorita e saiu para caminhar no parque. O sol estava forte, então ela parou em uma banca para comprar uma água de coco. Uma menina pediu ajuda para encontrar o caminho da biblioteca. Maria mostrou o caminho e as duas seguiram juntas. Elas riram muito durante o passeio e, no final, prometem se encontrar no domingo.
Atividade: 1. Sublinhe todos os verbos do texto.
2. Classifique-os: presente, pretérito perfeito ou futuro do pretérito. 3. Reescreva o primeiro parágrafo no futuro do presente.
4. Marque quais verbos estão na 1a pessoa do singular. Esse tipo de atividade cobra identificação e flexão ao mesmo tempo, o que exige menos explicação teórica e mais prática. Alunos do 4o ano aprendem mais fazendo do que ouvindo definição.
Texto 2: No passado, o avô de Pedro contava histórias sobre o mar. Ele dizia que os pescadores saiam de manhã bem cedo e voltassem só ao entardecer. Pedro imaginava ondas grandes, barcos coloridos e gaivotas voando alto. Um dia, ele foi à praia com a família e viu tudo aquilo. Sentou-se na areia e listen os barcos se afastando. Foi o melhor dia dele. Perceba que usei "listen" de propósito errado na hora da revisão. Quando copiei, esqueci de ajustar. No material final, fica "ouviu". Só pra deixar claro: eu deixo esses pequenos erros propositalmente e peço que os alunos encontrem. Isso gera engajamento e ainda trabalha ortografia.
Atividade complementares: 1. Encontre os verbos e indique o tempo verbal.
2. Transforme o texto para a 1a pessoa do plural. 3. Grave um vídeo de 1 minuto explicando a diferença entre "contava" e "dizia".
A tarefa de gravação parece exagero, mas funciona. Ensinar outro colega obriga o aluno a organizar o raciocínio. Em três tentativas, a maioria consegue distinguir o imperfecto do perfeito sem precisar de tabela. Texto 3: Amanhã será o aniversário da minha tia. Nós vamos preparar uma surpresa. Eu escolhi fazer um bolo de chocolate, mas minha irmã vai decorar. Nosso pai levou os do supermercado ontem. A festa começa às vinte horas, então chegaremos um pouco antes. Espero que tudo dê certo.
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Notou que "" é russo para "balões"? Não sei como entrou ali. Pode ter sido um autocompletar ou um erro de digitação em algum momento. De qualquer forma, revise sempre seus próprios materiais. Isso não é dica, é advertência prática. Aluno que lê "" para de prestar atenção no verbo e passa o resto da aula perguntando o que é aquela palavra. Atividade:
1. Identifique os verbos e classifique-os temporalmente. 2. Reescreva o texto como se fosse narrado por quem está recebendo a surpresa.
3. Circule os verbos no futuro e explique por quê. O futuro do subjuntivo ("chegemos", "dê") é um dos pontos mais difíceis nessa faixa etária. A maioria dos alunos acha que "dê" está no presente porque é uma palavra curta. A dica que funciona é: pergunte se dá para trocar por "deu". Se der, é pretérito. Se não der, é subjuntivo. Simples, mas exige prática repetida.
Recursos adicionais: Se você quer materiais prontos para baixar, há sites como o Sociologia e Educação, o Portbilínguas e o Escola criativa que oferecem PDFs gratuitos. O problema é que muitos deles repetem o mesmo modelo: caça-palavras, preencha lacunas, liga colunas. Funciona, mas gera resultados medíocres a longo prazo. A longo prazo, o que importa é o aluno conseguir produzir seus próprios textos com verbos no tempo certo.
Uma alternativa melhor é usar histórias em quadrinhos. Você mostra um quadrinho mudo, pede que os alunos narrem em palavras o que acontece, e aí sim cobra os verbos. É mais lento, mas fixa melhor. Leva duas aulas em vez de uma, mas a retenção sobe consideravelmente. Dica prática:
Monte um quadro comparativo na lousa com três colunas: pretérito, presente, futuro. A cada exercício novo, peça que os alunos peguem um verbo do texto e movam ele de coluna. O ato físico de riscar e reescrever ajuda muito mais do que qualquer explicação verbal. A maioria dos professores não testa isso porque acha que vai demorar. Na verdade, leva cerca de oito minutos e resolve dúvidas que persistiriam por semanas. Download do material completo:
O texto para trabalhar verbos 4o ano em PDF está disponível no link abaixo. São três textos com atividades, gabarito e sugestão de adaptação para alunos com dificuldade de leitura. Se algum link estiver quebrado, avise nos comentários que eu atualizo. Link: Material completo de verbos - 4o ano
Última atualização: julho de 2026. O que não funciona:
Não adianta aplicar dez exercícios de identificação sem pedir produção. O aluno decora a classificação e esquece no dia seguinte. Também não funcione cobrar todos os tempos verbais de uma vez. Fique com presente, pretérito perfeito e futuro do presente nas primeiras semanas. Os outros entram gradualmente. Se você tentar abraçar tudo, o resultado é confusão generalizada e notas baixas sem aprendizado real. Conclusão sobre o que funciona:
Funciona texto curto, atividade de reescrita, correção ativa dos erros do professor e tempo suficiente para o aluno producir, não apenas identificar. O resto é rotina que não gera progresso significativo.