O que é uma tabela de conjunções coordenadas
A tabela de conjunções coordenadas é uma ferramenta prática para organizar as cinco classes de coordenação existentes em português: aditiva, adversativa, alternativa, conclusiva e explicativa. Ela serve como consulta rápida durante redações, provas de concurso ou revisão textual. Não é nada complexo, mas a confusão entre adversativa e alternativa acontece todo dia.Tabela de conjunções coordenadas na prática
Aditiva — indica soma ou adição: e, nem, não só... mas também. Adversativa — indica oposição ou contraste: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto.
Alternativa — indica alternância ou exclusão: ou... ou, ora... ora, quer... quer, já... já, tanto... como. Conclusiva — indica conclusão: logo, portanto, por isso, assim, pois (aposiopético).
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Explicativa — indica explicação ou justificativa: pois, porque, que, a saber.
A tabela completa pode variar um pouco dependendo da referência gramatical. A mais citada é a Cegalla e a Bechara. Eu uso uma versão consolidada que fiz há anos com base nessas duas, e funciona bem para o dia a dia. O problema é que algumas fontes colocam "porque" como explicativa e outras como conclusiva. A diferença é sutil: se a oração final justifica a anterior, é explicativa. Se fecha um raciocínio já construído, é conclusiva.Aqui vai a versão mais segura para uso geral:
| Classe | Conjunções principais | Exemplo rápido | |--------|----------------------|----------------| | Aditiva | e, nem, não só... mas também | Trabalhei e descansar | | Adversativa | mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto | Estudou, mas não passou | | Alternativa | ou... ou, ora... ora, quer... quer, já... já | Ora chora, ora ri | | Conclusiva | logo, portanto, por isso, assim, pois | Choveu, logo o chão molhou | | Explicativa | pois, porque, que, a saber | Vem, pois chove | I had a specific problem once where a aluno de ensino médio confundiu "mas" com "porém" como se fossem intercambiáveis sem distinção sintática. Na prática, elas são sinônimas no registro formal. A questão real é que "mas" é mais coloquial e "porém" soa mais elevado. Isso importa em redações nota mil. Não afeta a estrutura da frase, mas afeta a impressão do corretor. Outro ponto que costuma causar erro é o uso do "pois". Quando ele aparece no meio da frase com valor conclusivo, muitas pessoas classificam errado. Exemplo: "Ele estudou muito, pois passou na prova." Aqui "pois" é conclusivo, não explicativo. A ordem das orações que determina isso. Se a causa vier depois do efeito, é conclusiva. Se vier antes, é explicativa. Fácil de errar quando a pontuação não está clara. A tabela é útil, mas ela não ensina a usar. Para isso, o melhor exercício é identificar as classes dentro de textos longos. Recomendo pegar trechos de notícias ou crônicas e marcar cada conjunção com a cor correspondente à classe. Leva uns dez minutos por parágrafo, mas a associação fica fixa rapidamente. Um erro comum é tratar "e" sempre como aditiva. Ela pode ter valor tempor em construções como "Falei e ele respondeu". Nesse caso, o "e" funciona como sequenciador temporal, não como adição pura. Isso não muda a classificação base, mas ajuda a entender variações. Não existe uma alternativa melhor do que a tabela para consulta rápida. O que funciona junto é a prática de identificação contextual. Sem isso, a tabela vira uma lista decorada que esquece depois da prova.