Segunda lei de Ohm — o que realmente cai em exercícios e como abordar
A segunda lei de Ohm relaciona a resistência elétrica de um condutor à sua geometria e ao material. A fórmula básica é R = L/A, onde R é a resistência em ohms, é a resistividade do material em ·m, L é o comprimento do condutor em metros e A é a área da seção transversal em metros quadrados. O que muita gente não entende logo de cara é que essa lei não vale para qualquer situação — ela pressupõe condutores ôhmicos em temperatura constante. Se a temperatura sobe, a resistividade muda e o exercício vira outro problema.
segunda lei de ohm exercícios
Quando você vê um exercício envolvendo essa lei, o primeiro passo sempre é organizar o que está dado e o que precisa ser achado. O erro mais comum é esquecer de converter unidades. O enunciado costuma dar comprimento em centímetros ou diâmetro em milímetros, mas a fórmula exige tudo em metros. Eu já perdi tempo revisando questões inteiras porque esqueci que 0,5 mm de diâmetro não é 0,5 m — é 0,0005 m, e a área, aí, entra elevada ao quadrado, então o erro se multiplica. Vou passar por exemplos típicos. Suponha um fio de cobre com comprimento de 2 metros e diâmetro de 1 milímetro. A resistividade do cobre é aproximadamente 1,68 × 10^-8 ·m. Primeiro, você calcula a área: raio é 0,5 mm, ou 0,0005 m. Área = × r² = × (0,0005)² 7,854 × 10^-7 m². Resistência R = L/A = (1,68 × 10^-8 × 2) / (7,854 × 10^-7) 0,0427 ohms. Simples, desde que as conversões estejam certas.
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Agora um invertido: você sabe que um fio de alumínio tem resistência de 5 ohms e comprimento de 100 metros. Qual é a área da seção? A resistividade do alumínio é cerca de 2,82 × 10^-8 ·m. Rearranjando a fórmula: A = L/R = (2,82 × 10^-8 × 100) / 5 = 5,64 × 10^-7 m². Se quiser o diâmetro, despeja a área e resolve para o raio: r = (A/) 0,000423 m, ou 0,423 mm. Diâmetro 0,846 mm. Outro cenário comum: comparar dois fios do mesmo material, mas com comprimentos e espessuras diferentes. A relação entre resistências é R1/R2 = (L1/L2) × (A2/A1). Isso evita calcular a resistividade toda hora. Se um fio é duas vezes mais longo e tem metade da área do outro, a resistência será quatro vezes maior. Esse tipo de pergunta aparece com frequência em testes objetivos.
Tem um detalhe que os exercícios mal explicam: a dependência com a temperatura. A maioria dos problemas considera constante, mas na prática, se o fio esquenta, a resistência aumenta. O coeficiente de temperatura da resistividade para o cobre é cerca de 0,00393 por °C. Um aumento de 30 °C eleva a resistividade em aproximadamente 11,8%. Em exercícios avançados, isso pode ser o diferencial entre a alternativa certa e uma pegadinha. Um problema específico que eu enfrentei envolve um fio com seção em formato não circular, digamos retangular, com largura de 2 cm e espessura de 0,5 mm. A área continua sendo largura vezes espessura, mas a armadilha aqui é a conversão: 0,5 mm vira 0,0005 m, então a área fica 0,02 × 0,0005 = 1 × 10^-5 m². Muita gente erra na potência de dez e chega num resultado totalmente deslocado.
Para dominar esse conteúdo, o caminho mais direto é treinar com pelo menos dez exercícios variados antes de considerar que entendeu. Cobrindo todos os rearranjos da fórmula, conversões de unidade e casos com temperatura. A resistência de um condutor não depende apenas do material, mas da forma como ele é fabricado, e os exercícios exploram exatamente essa dualidade.