Questoes De Acentuação Grafica Para Concurso - 36 questões de Acentuação Gráfica com Gabarito | INDAGAÇÃO
36 questões de Acentuação Gráfica com Gabarito | INDAGAÇÃO

Como estudar acentuação gráfica para concursos sem perder o juízo

Acentuação gráfica cai em praticamente toda prova de português para concurso. Não é um tema complicado quando você entende os mecanismos, mas a maioria dos bancas adora cobrar exceções e aqueles casos que parecem contraditórios. Eu passei anos corrigindo redações e estudando provas, e posso garantir que a única forma de dominar isso é praticando com questões reais, não apenas lendo regras no diccionario. O primeiro erro comum é tentar decorar todas as regras de cor e salteado sem conectar com exemplos práticos. O segundo é acreditar que a ortografia de 2009 resolveu todos os problemas. Ela resolveu muita coisa, mas trouxe novas dúvidas também.

Questoes de acentuação grafica para concurso: o que realmente cai

Nas bancas mais tradicionais como FGV, CESPE e VUNESP, os assuntos que mais aparecem são acentuação dos ditongos abertos, o uso do acento diferencial, a regra das paroxítonas e as mudanças trazidas pelo Acordo Ortográfico. A FGV especialmente gosta de cobrar casos em que o acento foi suprimido, como "ideia", "apoio", "jiboia" — palavras que todo mundo continua acentuando por habituação, mesmo depois de 2016. Um problema específico que eu encontrei muitas vezes é a questão que mostra uma frase com "heróico" ou "paranóico" acentuados e pergunta se estão corretos. A resposta depende da banca e do ano da prova. Algumas bancas consideram os ditongos abertos em palavras oxítonas terminadas em ditongo como ainda acentuados, outras seguem a norma padrão estrita que suprimiu esses acentos. Na prática, o que eu faço é verificar sempre o edital e o manual de normas da banca específica. Se não tiver clareza, marco ambas as alternativas e reviso depois com o gabarito oficial.

Outro ponto que ninguém ensina direito é a diferença entre o acento do "pára" (verbo parar) e o "para" (preposição). Depois do acordo, muitas bancas começaram a cobrar isso de novo porque o acento diferencial do verbo permaneceu. A pegadinha clássica é apresentar uma banca com frases como "Ele para o carro" versus "Ele pára o carro" e pedir para identificar a correta. A primeira está errada porque o verbo exige o acento.

Regras práticas que valem mais que teoria

Vou listar aqui o que realmente importa na hora da prova, sem divagar. Oxítonas: levam acento quando terminam em a, e, o, em, ens, seguidos ou não de s. Exemplos: café, parabéns, avô, armazém. As terminadas em i ou u também levam acento quando são vogais tônicas e formam hiato, como em "tuiuiú". Isso cai muito porque a palavra "tuiuiú" parece absurda, mas é um clássico de banca.

Proparítonas: todas são acentuadas. Sempre. Não tem exceção. Se a banca tentar te confundir com uma proparítona sem acento, a questão está errada. Já vi casos assim em provas mal elaboradas de bancos estaduais menores. O correto é assinalar e seguir em frente. Paroxítonas: acentuam-se exceto as terminadas em a, e, o, em, ens. Essa lista inversa é a que mais causa confusão. A dica prática é memorizar a sigla "LODES" (L, D, S + E, M invertidos mentalmente como finalidades aceitas sem acento). Palavras como "fácil", "tártaro", "lâmpada" levam acento. "Exemplo", "círculo", "felpa" não levam. Simples assim.

Monossílabos tônicos: acentuam-se os terminados em a, e, o, em. "Pão", "az", "fé", "más". Os átonos não se acentuam, claro. "Um", "sim", "bem" não levam acento. Ditongos abertos: ei, ói, eu. Só se acentuam nas paroxítonas: "hérói", "jóia", "corcéu". Nas oxítonas, o acordo suprimiu: "hei", "céu", "ei" (conjunção) perderam o acento. Mas os verbos como "vêde", "pedí" mantêm o acento diferencial no plural do imperativo, o que é outra pegadinha frequente.

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O acordo ortográfico mudou tudo ou quase nada

A verdade é que o Acordo Ortográfico de 1990, vigente no Brasil desde 2009 com adaptações, alterou significativamente a acentuação. Suprimiu o acento dos ditongos abertos em palavras oxítonas e monossílabos tônicos: "assembleia", "plateia", "feiura", "chapéu" (nesse último ainda há divergência), "heroico", "paranoico". Essas palavras agora são escritas sem acento, mas continuam sendo paroxítonas e mantêm a mesma pronúncia. Também acabou com o acento diferencial em palavras como "pôde" (passado do indicativo agora se escreve "pode" e o contexto define o tempo verbal), "pêlo" (agora "pelo"), "pêra" (agora "pera"), e "período" vs "periodo" — embora este último tenha sido mantido em alguns contextos específicos.

O acento diferencial do "por" (preposição) vs "pôr" (verbo) permanece. O mesmo para "pá" (ferramenta) vs "pa" (sílaba). E o "lá" vs "la" também. Isso é importante porque é um dos poucos diferenciais que o acordo manteve.

Como treinar de forma eficiente

O método que eu recomendo é simples. Pegue questões de concursos anteriores, organize por banca e por ano, e faça um caderno de erros. Quando errar uma questão de acentuação, anote não apenas a resposta correta, mas o motivo exato. Por quê aquela palavra ganha acento? Por quê a outra não? Qual regra se aplica? Eu costumo separar as questões em três categorias: aquelas em que eu errei por falta de conhecimento da regra, aquelas em que eu errei por confusão com o acordo ortográfico, e aquelas em que eu errei por descuido ou leitura apressada. Cada categoria pede um tratamento diferente. Para a primeira, releio a regra específica. Para a segunda, estudo as mudanças do acordo de forma sistemática. Para a terceira, treino mais leitura atenta.

Quando eu estava estudando para o concurso da Receita Federal em 2022, encontrei uma questão que pedia para identificar a sequência correta de acentuação em cinco palavras. Quase errei porque a palavra "onírico" me fez dúvida — será que leva acento? O "ô" é aberto ou fechado? A resposta era que sim, leva acento porque é paroxítona terminada em ditongo. Anotei isso no meu caderno e nunca mais errei.

Questoes de acentuação grafica para concurso: recursos disponíveis

Existem vários sites que oferecem questões gratuitas organizadas por banca. Os principais são o Estratégia Concursos, Gran Cursos Online, e o quadro de questões do portal do CESPE. O site da FCC também tem um banco de questões antigas gratuito. Para acentuação especificamente, recomendo filtrar por tema e fazer pelo menos 50 questões por banca antes de considerar o assunto dominado. Uma alternativa prática é usar o "Questões de Concursos" (questoesdeconcursos.com) que permite filtrar por assunto, banca, ano e nível de dificuldade. A interface é simples mas funcional. Você pode salvar questões em coleções personalizadas e revisitar as que errou depois de alguns dias, o que ajuda na fixação.

O que evitar

Não confie cegamente em resumos de acentuação que circulam na internet sem referência ao acordo ortográfico vigente. Muitos materiais desatualizados ainda ensinam regras que foram canceladas. Sempre verifique a data de publicação do conteúdo. Se for anterior a 2016, desconfie. Outro erro comum é achar que acentuação é só decorar. Na verdade, entender a tonicidade é fundamental. Você precisa saber onde cai a sílaba tônica de cada palavra, e isso exige prática de leitura e pronúncia correta. Palavras como "árvore" vs "arvore" (sem acento, que não existe como termo isolado), "índio" vs "indio" — o acento indica a sílaba tônica e evita ambiguidade.

Para quem está se preparando para concursos, o tempo médio recomendado para dominar acentuação gráfica é de 3 a 4 semanas de estudo diário, dedicando cerca de 40 minutos por dia, incluindo teoria e prática com questões. Passar menos tempo do que isso raramente funciona, porque o cérebro precisa de repetição espaçada para fixar essas regras, principalmente aquelas que fogem à intuição.