Qual A Nota Para Passar Em Medicina No Enem - Minhas NOTAS no ENEM para PASSAR em MEDICINA - YouTube
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O que você precisa saber antes de mirar medicina pelo Enem

A nota para passar em medicina no enem varia todo ano, mas a realidade é mais ou menos assim: as federais mais concorridas pedem acima de 800 na média, algumas chegam a exigir 840+. As estaduais e privadas usam a nota do Enem também, mas os cortes ficam entre 650 e 780 dependendo da cidade e da reputação do curso. Se você está mirando USP, UNICAMP, UFRJ, UNIFESP ou Federal do Sul/Sudeste, prepare-se para jogar no mínimo 780, idealmente 800+.

qual a nota para passar em medicina no enem

Não existe uma resposta única porque o corte depende de três variáveis que muita gente esquece: a instituição, a modalidade de concorrência e o ano. Em 2024, por exemplo, Medicina na UNIFESP pediu nota de corte em torno de 824 na disputa ampla e cerca de 730 nas cotas. Já Medicina na UFMG ficou em casa dos 810 para ampla e 720 para cotas. Na federal do interior paulista ou baiana, os cortes despencam para 700-750. A diferença não é pequena, é de 100 pontos. A composição da nota final também não é só a média aritmética. O SiSU usa a Média dos Cinco, que é a soma das notas em Língua Portuguesa, Matemática, Redação, Ciências da Natureza e Ciências Humanas, tudo dividido por cinco. Biologia, Química e Física viram uma única prova de Natureza. História e Geografia se juntam em Humanas. A redação tem peso enorme porque vai de 0 a 1000 e a maioria dos candidatos que Entra em medicina erra justamente na perda de pontos lá, não nas matérias.

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Tem um detalhe que os sites de consulta de nota de corte não mostram direito: a nota de corte é o valor do último colocado no ranking final. Isso significa que se o número de vagas dobra naquele ano, a nota cai. Se a banca aplica uma nova regra de correção de redação mais rigorosa, sobe. Já vi gente ficar desesperada porque a nota de corte da faculdade dos sonhos caiu 40 pontos num ano e subiu 60 no seguinte. O histórico do Enem mostra essa volatilidade, mas muita gente ignora. Outro ponto cego: a nota mínima por competência na redação. Para medicina você não pode errar feio em nenhuma das cinco competências. Eu já vi candidato com média geral de 780 ser reprovado porque tirou 160 em competência 3. A correção é automatizada e humana, e os avaliadores cortam muito na argumentação fraca ou fuga do tema. Não adianta ter 900 em matemática se sua redação vai para 600. O equilíbrio conta mais que o pico.

Se você tá estudando e quer uma meta prática, mira 750 como piso absoluto para federais razoavelmente concorridas e 800+ para as topo de lista. Isso significa acertar aproximadamente 75% das questões de cada área, com redação nota 800. Na prática, esse ritmo exige cerca de seis a nove meses de estudo focado, dependendo do seu ponto de partida. Quem já tira 600+ no simulado leva menos tempo que quem começa nos 450. Uma última coisa que pouca gente leva a sério: as cotas. A Lei de Cotas do SiSU reserva vagas para negros, pardos, indígenas e estudantes de escola pública com renda familiar bruta até 1,5 salário mínimo por capita. O corte nessas vagas costuma ser 80 a 120 pontos abaixo da ampla. Se você se enquadra, Use essa informação. Não é trapaça, é regra do jogo. Muitos candidatos elegíveis não se inscrevem nas cotas porque acham que não vão conseguir a nota, e acabam concorrendo na ampla com desvantagem desnecessária.