Quais Os Tipos De Redação - Quais Os Tipos De Redação - GITEDU
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Tipos de redação que você vai encontrar na prática

O pessoal costuma dividir as redações em categorias bem claras, mas na hora de escrever acontece outra coisa. Eu lembro da primeira vez que precisei montar um texto dissertativo-argumentativo para um concurso público e não sabia exatamente qual estrutura seguir. O edital falava em "texto autoral", o que pra muita gente parece sinônimo de liberdade total. Na verdade, não é. Você tem que escolher uma linha e respeitar ela até o final.

Quais os tipos de redação mais cobrados em processos seletivos

Os principais modelos são a dissertativo-argumentativo, a narrativo, a carta argumentativa e a pré-posições. Cada uma exige um tratamento diferente. A dissertativo-argumentativo pede que você defina uma tese logo no início e a sustente com exemplos e dados ao longo do texto. A narrativa conta uma história com elementos como enredo, personagem, tempo e espaço. A carta argumentativa segue formato postal e defende um ponto de vista com tom mais pessoal. A pré-poses é mais técnica e serve para posicionar algo no espaço ou tempo. Um erro comum é misturar os gêneros sem perceber. Eu já vi candidato colocar descrições longas num texto dissertativo, achando que enriquecia o conteúdo. O avaliador não gosta disso. Ele quer objetividade. Se o tema pede análise de um problema social, foque na argumentação. Descrições cabem na narrativa, não aqui.

Como escolher o tipo certo

Na maioria das vezes, a banca ou o professor define o gênero no enunciado. Mas tem hora que ele pede apenas "elabore um texto" e você fica na dúvida. Aí entra a experiência. Eu costumo olhar para palavras-chave como "reflita sobre", "apresente argumentos", "narre um fato" ou "disponha uma mensagem". Elas indicam o caminho. "Refletir" e "argumentar" apontam para a dissertativo-argumentativo. "Narrar" e "relatar" remetem à narrativa. "Enviar" e "mensagem" sugerem a carta. Outro detalhe importante é o público-alvo. Uma carta argumentativa dirigida ao prefeito pede um tom mais formal, mas com apelo emocional. Já um texto dissertativo para revista científica exige linguagem técnica e neutralidade. Não adianta usar gírias ou expressões coloquiais nesses casos. O leitor espera precisão.

Erros que eu cometo (e você provavelmente também comete)

A introdução com tópico frasal é clássica. Muitos começam já defendendo a tese sem apresentar o tema. O ideal é contextualizar primeiro. Fale sobre o assunto de forma geral e só então apresente sua posição. Assim o leitor acompanha o raciocínio sem se perder. Na dissertativo-argumentativo, o desenvolvimento precisa de parágrafos bem estruturados. Cada um deve tratar de um argumento específico. Eu Costumo usar dois ou três parágrafos de desenvolvimento, cada um com uma ideia central. Dentro de cada parágrafo, coloco uma frase temática, argumentos e exemplos. Se faltar exemplo, o texto fica vazio. Se sobrar exemplo, perde o foco.

Um problema frequente é a conclusão repetitiva. Muitos resumem o que já foi dito sem abrir uma nova perspectiva. A conclusão deve reforçar a tese, mas também propor uma reflexão ou ação. Pode ser uma pergunta, um dado novo ou uma recomendação. Evite frases feitas como "portanto, é necessário combater". Use algo mais concreto.

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Gêneros menos óbvios que aparecem com frequência

Além dos quatro principais, existem outros gêneros que caem em provas e concursos. A crônica mistura narrativa e reflexão com linguagem leve. Pode ser cronista urbano, jornalístico ou literário. A ensaio é mais flexível, permite opinião pessoal e estrutura livre. Diferente da dissertativo-argumentativo, não exige rigor metodológico. O artigo de opinião segue tom jornalístico, com tese clara e defesa direta de um posicionamento. Eu tenho dificuldade com crônicas porque elas parecem simples, mas exigem talento para equilibrar humor e reflexão. Na primeira vez que escrevi uma, deixei o texto muito informal. O avaliador marcou perda de seriedade. Aprendi que mesmo em gêneros leves, a coerência com o tema é obrigatória.

Dicas práticas que funcionam

Faça um rascunho antes de escrever. Eu Costumo estruturar o texto em tópicos: introdução com tese, desenvolvimento com argumentos e conclusão com fechamento. Isso evita que você se perca no meio do texto. Quando comecei a fazer rascunhos, meu tempo de produção caiu de 40 minutos para cerca de 20 minutos por redação. Leia textos do mesmo gênero antes de escrever. Isso ajuda a internalizar a estrutura. Eu recomendo ler editoriais de jornal para entender argumentação, contos curtos para prática narrativa e cartas abertas para ar cartas argumentativas. A exposição a bons modelos melhora sua produção.

Cuidado com o uso de connectivos excessivos. Palavras como "portanto", "entretanto", "além disso" são úteis, mas em excesso tornam o texto mecânico. Eu Costumo limitar a três ou quatro por parágrafo. O excesso é um sinal de amadorismo para quem avalia.

Quando um tipo não funciona

Tem situação em que a dissertativo-argumentativo é inadequada. Se o tema for puramente descritivo, como "descreva seu bairro", esse gênero não se aplica. Você precisa de narrativa ou descrição. Da mesma forma, se o enunciado pedir "relate uma experiência pessoal", a carta é mais indicada que a dissertativo. Outro caso é quando o prazo é curto. Eu já tive que produzir texto em 30 minutos e não dava para seguir todos os passos ideais. Nesses cenários, priorizo a estrutura básica: introdução, dois parágrafos de desenvolvimento e conclusão. Perfeição dá lugar à completude. É melhor entregar um texto estruturado do que um perfeito incompleto.

Se você não domina algum gênero, treine especificamente antes da prova. Eu recomendo fazer exercícios semanais focados em um tipo por vez. Assim você identifica fraquezas e as corrige antes do momento decisivo. A prática constante é o único caminho para segurança.