Quais As Notas Do Violão - As Notas No Braço Do Violão | PDF
As Notas No Braço Do Violão | PDF

Notas do violão: como funciona e como aprender

O violão padrão de 6 cordas usa afinação E A D G B E. As cordas soltas, da mais grossa para a mais fina, são Mi-Lá-Ré-Sol-Si-Mi. Cada casa sobe meio-tom. Casa 1 do Lá é Si-bemolo. Casa 3 do Lá é Do. Casa 5 do Lá é Ré. Isso se repete pelo braço todo.

O diagrama mais útil que existe é simplesmente a grade com todas as notas naturais ao longo do braço. Você não precisa decorar tudo de uma vez. Aprenda primeiro as notas das cordas soltas e os nós no quinto e sétimo trastes, que são as referências que qualquer guitarrista usa na prática. O quinto traste é a nota natural da corda seguinte, exceto na terceira corda, onde é o quarto traste por causa da terça maior entre Sol e Si.

quais as notas do violão e onde elas aparecem

Ao longo do braço, cada nota se repete a cada 12 trastes porque isso é uma oitava. O padrão dos nomes das notas nas cordas é:

Notas com sustenido e bemol são a mesma coisa na prática. Fáe Solb são o mesmo traste. A maioria dos músicos brasileiros prefere usar sustenidos, mas existem acordes como Lá-menor que pedem Si-bemol. Conhecer as duas nomenclaturas evita confusão na hora de ler cifra ou cifra americana.

Como localizar uma nota qualquer no braço

O método mais rápido que eu uso é contar casas a partir da corda solta. Se você precisa achar um Ré na sexta corda, sobe duas casas do Mi solto. Se precisa de um Si na quinta corda, sobe sete casas do Lá. Funciona assim para qualquer nota. A desvantagem é que o mesmo Ré aparece em pelo menos quatro lugares no braço, então saber a posição exata que quer depende do contexto do acorde ou da escala que você está tocando. Uma técnica útil é memorizar os nós nos trastes 5, 7 e 12. O traste 12 é a oitava, o mais fácil de encontrar visualmente. Os pontos de referência no 5 e no 7 permitem que você chegue a qualquer nota sem precisar contar cada casa individualmente. Eu costumava contar casa por casa quando era iniciante e levava tempo demais. Desde que passei a usar os trastes 5 e 7 como âncoras, o tempo para encontrar uma nota caiu de cerca de 30 segundos para menos de 3 segundos na maioria das vezes.

Existe um problema chato que muita gente não menciona: a terceira corda (Sol) é a exceção. O padrão diz que o quinto traste equivale à próxima nota natural, mas na corda de Sol, a próxima nota é Si, que está no quarto traste. Eu precisei corrigir isso na prática depois de errar vários exercícios de solfejo porque sempre contava cinco casas ao invés de quatro naquela corda. A correção foi simples: eu coloquei um ponto de referência diferente no quarto traste da terceira corda e passei a treinar esse caso separadamente até entrar na memória.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Alternativas práticos

Se o seu objetivo é apenas tocar acordes sem estudar teoria, você pode funcionar bem só decorando as posições dos acordes. A desvantagem é que quando alguém pede um Tom na nona casa ou um dó-maj7 com abertura, você trava. Conhecer as notas do braço resolve isso em segundos, enquanto decorar acordes isolados não. Outra opção é usar aplicativos de digitação ou planilhas das escalas. Eles funcionam, mas acabam criando dependência. Eu já vi gente que sabe montar um padrão no app mas não consegue localizar um Si no braço sem olhar a tela. O conhecimento da posição das notas é mais rápido no longo prazo porque elimina a necessidade de consultar qualquer ferramenta.

Onde encontrar material para praticar

Não vou indicar um link específico porque URLs mudam com frequência e eu não tenho como verificar se estão ativos agora. O que funciona na prática são materiais que mostram o braço inteiro com todas as notas marcadas. Procure por mapas de braço de violão, diagramas de notas nas 12 primeiras casas, ou planilhas de notas por corda. Muitos sites de música e canais no YouTube oferecem versões imprimíveis que servem para colar na parede e consultar enquanto pratica. Para quem prefere algo mais direto, existe a alternativa de construir a própria tabela. Leva uns minutos e fica do jeito que você precisa. Abaixo vai um modelo simples em formato tabulador que você pode copiar para um bloco de notas ou imprimir.

Corda 6 (E): E F FG GA AB C CD D#
Corda 5 (A): A Bb B C CD DE F FG G#
Corda 4 (D): D E F FG GA AB C CD#
Corda 3 (G): G GA AB C CD DE F F#
Corda 2 (B): B C CD DE F FG GA A#
Corda 1 (E): E F FG GA AB C CD D#

Se você quiser a versão com bemóis, basta substituir os sustenidos equivalentes: F= Gb, C= Db, G= Ab, D= Eb, A= Bb. A ordem das notas no braço continua a mesma.

Pegadinhas que ninguém conta

A primeira é sobre cifras americanas versus cifra brasileira. A notação americana usa as letras A a G para nomear as notas, mas os acordes podem ter siglas diferentes dependendo do país. No Brasil, usamos bastante a forma com letras maiúsculas e símbolos como m, dim, aug, 7, maj7. Em cifras americanas, Lá-menor aparece como Am, mas a mesma harmonia pode ser chamada de A minor em partituras mais formais. Conhecer os dois sistemas evita erro na hora de procurar cifras na internet. A segunda é sobre afinações alternativas. Se o violão estiver afinado em DADGAD ou em aberto, as notas das cordas soltas mudam completamente. O mapa que eu mostrei acima só vale para afinação padrão. Muita gente monta o próprio mapa quando muda a afinação e gasta tempo repetindo o que já sabia. Vale a pena ter um segundo mapa pronto se você alterna entre afinações com frequência.

O problema mais comum de iniciante é achar que precisa decorar o braço inteiro antes de tocar. Não é verdade. Aprenda as cordas soltas, os trastes 5, 7 e 12, e comece a localizar as notas que aparecem nos acordes que você já toca. O resto entra naturalmente conforme você avança. Outro erro frequente é tentar aprender todas as notas de uma vez só. Isso cansa e gera retenção ruim. Um roteiro que funciona melhor é: semana 1, notas da 6ª e 5ª cordas; semana 2, 4ª e 3ª; semana 3, 2ª e 1ª; semana 4, revisar tudo e praticar em contextos de acordes. Em um mês de prática consistente, a maioria das pessoas consegue localizar qualquer nota natural nas primeiras 12 casas.

Se o seu foco é improvisação ou composição, o próximo passo depois de saber as notas é entender como elas se organizam em escalas. O padrão dos meios-tomos e tons dentro de cada escala determina quais notas estão disponíveis em cada tonalidade. Conhecer as notas do braço é o alicerce. Sem ele, scale patterns viram apenas desenhos decorados sem significado musical.