Pós Graduação Administração De Empresas - Pós Graduação em Administração de Empresas by decisionfgv2022 - Issuu
Pós Graduação em Administração de Empresas by decisionfgv2022 - Issuu

Entendendo a pós graduação administração de empresas na prática

A pós graduação administração de empresas no Brasil é, na maioria das vezes, um programa de MBA lato sensu. Isso significa que você recebe um título de especialista, mas não um mestrado acadêmico stricto sensu. A diferença parece pequena no papel, mas faz tudo na prática. O mercado corporativo brasileiro trata esses dois caminhos de maneira completamente distinta. MBA corporativo existe desde os anos 1990 no Brasil, trazido pela fundação Getulio Vargas e pela FGV com apoio de consultorias americanas. Desde então, o mercado explosou. Hoje existem centenas de programas oferecidos por universidades tradicionais, faculdades de negócios privadas e até plataformas online. A qualidade varia enormemente e essa é a primeira coisa que ninguém te conta.

pós graduação administração de empresas: o que realmente importa na escolha

A maior armadilha que vejo gente cair é escolher o programa pelo nome da instituição. Uma faculdade boa em engenharia não necessariamente tem um MBA de qualidade em administração. O corpo docente é o fator mais determinante. Antes de se inscrever, peça a ementa detalhada e, principalmente, o currículo Lattes dos professores das disciplinas que você vai cursar. Se a maioria dos professores não tem experiência prática em gestão além da docência, o programa vai ser teórico demais para o que você precisa. Outro ponto cego: a rede de contatos. Um MBA bom te coloca em sala com profissionais de empresas reais, gente que pode ser cliente, parceiro ou referência no seu setor. Se o programa atrai majoritariamente estudantes que ainda não trabalham na área pretendida, o networking perde metade do valor. Eu passei por isso num programa em 2018. Inscrevi-me esperando encontrar pessoas de operações logísticas e Finanças. A turma tinha 60 por cento de gente de RH e marketing. Perdi dois semestres tentando contornar isso e acabei fazendo os projetos finais com alunos de outras turmas que eu conhecia em eventos do setor.

Para contornar esse problema específico, eu comecei a frequentar os eventos de extensão da faculdade de economia da mesma universidade. Lá encontrava profissionais da área que eu queria. Não era elegante, mas funcionou. Dá trabalho extra, vale a pena se você estiver numa posição em que precisa trocar de área. O custo também precisa ser analisado com frieza. Programas de boa qualidade custam entre quinze mil e cinquenta mil reais, dependendo da instituição. Alguns oferecem financiamento próprio com juros mais baixos que o sistema bancário tradicional. Outros pedem bolsa parcial que cobre entre trinta e cinquenta por cento da mensalidade. Eu recomendo calcular o retorno antes de qualquer coisa. Se o seu salário atual é oito mil reais e o programa custa trinta mil, você precisa de uma promoção ou troca de cargo que pague pelo menos doze mil após a conclusão para o investimento fazer sentido em dois anos. Se não houver essa projeção clara, talvez faça mais sentido investir num curso de certificação específica da sua área, como CFA para finanças ou PMP para gestão de projetos, que têm custo menor e sinalização mais direta para recrutadores.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

como funciona o dia a dia de um MBA corporativo

A carga horária típica fica entre trezentas e quinhentas horas, distribuídas em doze a dezoito meses. A modalidade mais comum é semipresencial, com aulas aos finais de semana ou em módulos concentrados. Isso permite que você trabalhe durante o curso. O problema é que o modelo semipresencial exige disciplina real. Eu vi gente desistir porque subestimou o volume de leitura e trabalho em grupo. Uma disciplina de finanças comportamentais pode pedir dez artigos acadêmicos por semana mais um caso prático para apresentar. Se você trabalha full-time e tem família, isso soma horas que não existem no seu calendário. O projeto final ou trabalho de conclusão de curso é a parte mais importante do programa. Em MBAs bons, ele precisa resolver um problema real de uma empresa. Não adianta fazer um case teórica. Eu já vi banca reprovarem trabalhos porque o diagnóstico não tinha dados primários, apenas fontes secundárias. O recomendável é fechar parceria com uma empresa antes mesmo de começar o curso. Assim você já entra com um tema validado e acesso a informações internas.

Uma coisa que poucos mencionam: a classificação do programa no MEC importa, mas não é tudo. Programas credenciados como especialização lato sensu passam por avaliação de qualidade, mas a nota do MEC não reflete a qualidade do networking ou a inserção profissional dos egressos. O que importa mesmo são os dados de empregabilidade que a própria instituição divulga. Peça esses números por escrito. Se eles não tiverem dados consolidados de Placement até seis meses após a formatura, desconfie. O mercado brasileiro valoriza diferentes coisas dependendo do setor. Bancos e consultorias exigem MBA de instituições de primeira linha. Startups e empresas de tecnologia muitas vezes priorizam experiência prática e certificações específicas. Indústria tradicional valoriza MBA com foco em operações e supply chain. Antes de escolher o programa, mapeie onde você quer chegar nos próximos cinco anos e veja quais qualificações os vagas-alvo exigem. É mais fácil ajustar a rota depois do que entrar num programa que não tem relação com seu objetivo.

Existem ainda as modalidades online. Elas melhoraram muito nos últimos anos, mas ainda têm limitações sérias de networking. Se o seu objetivo principal é ampliar contactos no setor, o presencial ou semipresencial é superior. Se o foco é conteúdo e flexibilidade, online pode ser suficiente. A escolha depende do que você prioriza. O que mais me chateia ver é gente acreditando que o MBA resolve problemas de carreira por si só. Ele abre portas que estavam fechadas, sim. Mas ele não substitui desempenho, referências e experiência. Um MBA de instituição reconhecida somado a dois anos de resultados mensuráveis no trabalho atual vale muito mais do que o diploma sozinho. O diploma é o catalisador, não o combustível.

Se você está no início de carreira e ainda não tem três anos de experiência, um MBA pode ser prematuro. Cursos de extensão mais curtos e específicos dão retorno melhor nesse estágio. Já quem tem oito anos ou mais e sente que estagnou, o MBA bem escolhido pode ser o impulso que faltava para dar o próximo degrau.