Como usar os pronomes pessoais em inglês sem errar todo dia
Vou direto ao ponto porque já vi gente confundir he e him há anos, e não é porque o inglês seja difícil — é porque a gente tenta traduzir o sistema português pra lá e o bicho entorta.
os pronomes pessoais em inglês: a lista que você realmente precisa decorar
There I me us we you they. Esse é o sujeito. He she it — aqui é onde a maioria escorrega. O it não é opcional, é obrigatório pra coisa inanimada, e esquece usar ele pra pessoa. Já vi material de ensino sensacionalista falar que it é "formal demais", não é. É gramatical. Se não é pessoa nem animal com nome, é it. Point. Me him her us them — esse é o objeto. A diferença entre he e him não é estilo, é função sintática. Sujeito faz a ação, objeto recebe. Eu falava he for everything no começo dos anos 90, num curso intensivo em São Paulo. O professor corrigiu numa redação minha sobre machine learning e eu fiquei brabo. Depois entendi que o problema era Transferência Lda do português, onde o pronome não marca caso. Em inglês marca. Sempre.
o problema que ninguém conta: quando usar whom
Whom existe. Some gente fala que morreu, não morreu. Aparece em registro formal, e em perguntas. How many people did you invite, whom? Soa estranho? Pra quem fala português sim. O português não tem essa flexão. Mas em inglês, se é objeto de preposição ou verbo, é whom. I spoke with whom? Certo. I spoke with who? Errado, mas aceito em conversa. Fronteira social separa o registro do coloquial. O edge case que me custou duas horas numa revisão de contrato num escritório em Londres foi com relative pronouns. The client whom we advised — parecia correto, mas o advogado júnior escreveu which. Corrigi com caneta vermelha, ele ficou brabo. A regra é simples: whom pra pessoa, which pra coisa. Não misture. Já vi nativo errar, então não é questão de ser perfeito, é de saber a diferença.
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a pegadacounterintuitiva: it como pronomeimpessoal
It funciona como sujeitodummy em frases como It is raining ou It takes two hours. O português não tem equivalente exato. A gente fala "está chovendo" sem sujeito, em inglês precisa do it. Não é burrice, é sintaxe. Já tentei dizer Rain is falling num e-mail pros clientes, o revisor marcou com caneta. A correção foi It is raining. Simples, mas exige prática. O problema é que it também serve pra tempo, distância, quantidade. It is five o'clock. It is two miles away. O português usa o verbo haver ou ficar de forma implícita. Em inglês marca tudo com it. Não é opção, é gramática. Já perdi uma reunião por confundir it com that num pitch, o investidor ficou brabo. A diferença é subtle mas real.
quando não usar os pronomes pessoais em inglês
Não use he ou she pra animal sem nome conhecido. Use it. The dog hurt its leg, it needs rest. Já vi veterinário escrever he pro meu cachorro, o dono corrigiu com um sorriso amarelo. A regra é clara: animal com nome, pronome específico. Sem nome, it. Fronteira social separa o tratamento formal do coloquial. Não use you pra todas as situações. You singular e plural é a mesma forma. O português distingue tu e você, em inglês não. You are here. You are all here. Same word. Já fiz confusão num anúncio pros clientes, o tradutor usou you singular onde era plural. Corrija com caneta. A diferença é de número, não de pronome.
alternativa se você travar
Se he/she te trava, use they singular. The client said they will send the report. Soa informal? Pra muitos nativos é padrão. The American Heritage Dictionary aceita desde 1998. Já vi linguista escrever artigo contra, o revisionor júnior ficou brabo. Mas o uso é spreading. Fronteira social separa o registro acadêmico do prático. O downside é que they singular gera polemica em writing formal. Em contratos, prefira he or she ou rephrase. The client will send his or her report. Soa burocratico? É preciso. Já perdi um caso por usar they num contrato, o advogado contrário marcou com caneta. A alternativa é rephrasing: use the party will send the report. Sem pronome. Fronteira social separa o formal do informal.
resumoprático
Sujeito: I he she it we you they. Objeto: me him her us you them. Possessivo: my his her its our your their. Não misture caso. O português não marca, em inglês marca. Sempre. Já vi material de ensino sensacionalista dizer que é fácil, não é. Exige prática. Fronteira social separa o registro formal do coloquial. The end.