Modelo De Conclusão Enem - Modelo de Conclusão para Redação do Enem | Conclusao redacao pronta ...
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Como fechar a redação do ENEM sem errar

A conclusão é a parte que mais vejo os candidatos estragarem. Você passa duas horas na introdução, desenvolve bem os argumentos, e na hora de fechar já tá correndo, jogando ideias soltas no ar. O resultado é um texto que termina em branco. Não tem problema, mas custa pontos. Muitos pontos. Vou explicar de forma direta o que funciona na prática, com base no que eu vi em centenas de redações corrigidas. Nada de teoria muito alta, só o que realmente pega na hora da correção.

modelo de conclusão enem

O modelo mais seguro que existe é o de proposta de intervenção. O ENEM cobra isso explicitamente na competência 5, e todo mundo sabe. O que muita gente não sabe é como estruturar isso sem soar robótico. A proposta precisa ter cinco elementos: agente, ação, meio/modo, efeito e detalhamento. Se faltar algum, o corretor pega e tira ponto. Já vi isso acontecer com regularidade. Eu mesma me perdi uma vez com essa regra. Estava treinando com um modelo que eu achava bom, mas na hora da correção percebeu que faltava o detalhamento. O texto tava completo nos outros quatro, mas o corretor marcou como incompleto. Aí eu entendi que detalhamento não é só repetir o efeito, é dar um exemplo concreto de como aquela ação vai funcionar na prática. Desde aí, eu sempre insiro um detalhamento que não é óbvio, tipo mencionar um órgão específico ou uma ação mensurável.

A estrutura que realmente funciona

A proposta de intervenção precisa seguir uma lógica clara. Primeiro, quem vai fazer. Depois, o que vai ser feito. Em seguida, como vai ser feito. Por último, para quê e com qual detalhamento. Essa sequência é importante porque ajuda o corretor a acompanhar seu raciocínio. Quando você inverte a ordem, fica confuso e perde pontos. O agente é fácil. Pode ser o governo, a escola, a família, a mídia, até você mesmo. O que importa é ser específico. Em vez de falar "o governo", diga "o Ministério da Educação". Em vez de "a sociedade", diga "as organizações não governamentais". Quanto mais concreto, melhor.

A ação é o verbo principal. Tem que ser claro e direto. "Implementar", "criar", "fomentar", "promover" são bons. Evite verbos vagos como "melhorar" ou "resolver". Melhora-se quê? Resolve-se o quê? O corretor não gosta de adivinhação. O meio e o modo é onde muita gente erra. Não basta dizer o que fazer, tem que explicar como. Se a ação é criar um programa, o meio pode ser uma lei, uma verba, um edital. Use termos técnicos quando couber. Isso mostra domínio do assunto.

O efeito é o resultado esperado. Tem que ser coerente com a ação. Se você propôs criar um programa de conscientização, o efeito não pode ser reduzir o número de casos. Tem que ser aumentar a informação da população. Coerência é tudo.

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Erros comuns que custam pontos

O erro mais frequente é a proposta genérica. "Todos devem colaborar" não é proposta. É wishful thinking. O ENEM quer ação concreta, com responsável definido e mecanismo viável. Quando a proposta é vaga, o corretor entende como incompetência do autor, não como simplicidade. Outro erro é a ideia da introdução. Você já disse algo na abertura, não precisa repetir. A conclusão tem que avançar, apresentar algo novo, mesmo que seja só a aplicação prática do que você já argumentou.

Também vejo muita gente usar connecteurs mecanicos. "Portanto", "Logo", "Assim" aparecem em todo lugar como se fossem mágica. Funcionam quando fazem sentido, mas quando são usados sem lógica real, soam forçados. O corretor nota.

Um exemplo prático

Pegemos o tema sobre defesa civil. Uma proposta genérica seria: "O governo deve ajudar as vítimas". Isso não passa de um desejo. Uma proposta bem estruturada seria: "O Ministério da Integração Nacional, em parceria com os governos estaduais, deve implementar o Programa de Resposta Rápida a Desastres, por meio de verbas específicas do FUNDEB e capacitação técnica das defesas civis municipais, com o objetivo de reduzir o tempo de atendimento às vítimas de 48 horas para menos de 12 horas, incluindo a distribuição de kits de emergência em áreas de risco." Note os cinco elementos: agente (ministério e governos estaduais), ação (implementar programa), meio (verbas e capacitação), efeito (reduzir tempo de atendimento) e detalhamento (kits de emergência). Esse nível de detalhe não é exagero. É o que diferencia uma proposta Nota 1000 de uma que perde pontos fácil.

Quando o modelo tradicional não serve

Às vezes, o tema pede uma abordagem diferente. Se o tema é sobre algo que não tem solução estatal óbvia, forçar uma proposta de intervenção pode soar artificial. Nesses casos, uma conclusão reflexiva pode funcionar melhor, desde que seja bem fundamentada e retome os argumentos desenvolvidos. Eu tive esse problema uma vez com um tema sobre solidão em idosos. A proposta estatal não fazia sentido. A solução foi focar na responsabilidade familiar e comunitária, com ação concreta das associações de bairro e dos centros de convivência. Fui direta, sem forçar um ministério que não tinha papel claro no tema.

O importante é não ser mecânico. O modelo é uma ferramenta, não uma regra absoluta. Se o tema pede outra abordagem, adapte. Mas adapte com critério, não por preguiça.

Dica final

Treine a conclusão antes da hora. Muita gente deixa pra pensar na corrida, e o resultado é texto mal fechado. Reserve cinco minutos no final da prova só para revisar a conclusão. Veja se os cinco elementos estão presentes, se a coerência faz sentido, se não repetiu ideias anteriores. Esse pequeno investimento evita perda de pontos fácil. A redação do ENEM é um exercício de clareza, não de criatividade. Quanto mais direto, melhor. E quanto mais concreto, mais pontos você leva. Lembre-se disso na hora de escrever.