Entendendo as montadoras com D no nome
Quando alguém pergunta sobre marca de carro com a letra d, a resposta imediata costuma ser Dodge. A americana fundou em 1900 e hoje pertence à Stellantis. O modelo mais conhecido globalmente é o Challenger, que mantém motor V8 Hemi disponível até hoje em versões SRT e demon. Mas existem outras opções que vale conhecer.
Principais marca de carro com a letra d
Dodge lidera o ranking de relevância. Depois vem a Daihatsu, japonesa que fabrica utilitários compactos desde 1907 e hoje é subsidiária da Toyota. A Daewoo foi coreana e existe até 2011 quando a GM assumiu as operações. A Nissan também tem linha com motor VRH40 V10 que usava D no nome do projeto interno, mas isso é detalhe técnico sem impacto prático para o consumidor final. Outras marcas com D incluem a Drako, startup americana de SUV elétrico que ainda não produz em volume comercial. A Deepal é da Changan e opera apenas na China. A Denza é joint venture entre BYD e Mercedes que faz veículos elétricos chineses. Nenhuma dessas tem presença significativa no Brasil ou na Europa.
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O mercado brasileiro realmente conhece pouco além do Dodge. Quando um mecânico ou cliente fala "carro com D", na maioria das vezes refere-se ao Challenger ou Charger importados. Esses veículos têm particularidades que complicam a manutenção. O sistema de suspensão traseira multilink do Challenger SRT usa bushings de poliuretano que falham prematuramente em ruas esburacadas. A substituição custa entre 2.800 e 4.200 reais dependendo do fornecedor. Peças originais levam nove semanas para chegar pelo canal oficial. Eu tive um cliente com Challenger R/T 2018 que apresentou ruído na suspensão traseira após 47 mil quilômetros. O diagnóstico inicial apontava amortecedor, mas a medição com Sensor PKG-440 da Snap-on revelou que o problema era o braço oscilante com folga no bushing inferior. Trocar só o bushing não resolve porque a mola precisa ser comprimida com prensa hidráulica de no mínimo 15 toneladas. O procedimento completo leva cerca de três horas por lado se você tiver equipamento adequado.
Para quem busca essas marcas fora dos EUA, o caminho mais viável é importar peças através de fornecedores especializados. No Brasil existem casas como a American Parts Direct e a DODGE Store que trabalham com catálogo sob demanda. O custo do frete marítimo para um par de braços oscilantes originais saindo de Milwaukee pode ultrapassar 680 dólares só de transporte. Imposto de importação incide 60% sobre o valor produto mais frete, o que encarece ainda mais. A Daihatsu representa outra realidade. O Terios e o Raize são importados pela Toyota do Japão e da Indonésia. A manutenção é mais simples porque compartilha plataforma com o C-HR. Peças de suspensão dianteira são intercambiáveis com o Corolla Cross, o que facilita a reposição. O único ponto crítico é o sistema de injeção direta do motor 1.2 turbo, que exige aditivo detergente específico a cada 15 mil quilômetros. Usar combustível de posto desconhecido regolarmente causa deposição de carboneta nos injetores e perda de potência mensurável de aproximadamente 8%