Mapa Das Cidades Da Paraiba - MAPA DA PARAÍBA COM TODOS OS MUNICÍPIOS, COMPLETO, CIDADES ~ imagens ...
MAPA DA PARAÍBA COM TODOS OS MUNICÍPIOS, COMPLETO, CIDADES ~ imagens ...

Entendendo o mapa das cidades da paraiba na prática

Ao tentar montar um mapa das cidades da paraiba com dados confiáveis, o primeiro problema que aparece é que as fontes oficiais não conversam entre si. O IBGE tem uma base, a SEPLAN da Paraíba tem outra, e os arquivosShapefile do TSE ou do TRE costumam ter divisões eleitorais que não batem com os limites municipais atualizados. Se você colar tudo num GIS sem conferir, vai ter sobreposição, buracos e municípios duplicados dependendo do ano de referência do shapefile. O que eu faço antes de abrir qualquer software é decidir qual ano-base vou usar. A divisão municipal da Paraíba mudou nos últimos anos com emancipações como a de Algodão de Jandaira em 2019, que era parte de Solânea, e a de Catingueira em 2021, que vinha de Guarabira. Qualquer mapa que cite 222 municípios já está desatualizado. O estado chegou a 223 e segue se ajustando conforme o TCU valida as contas de criação.

Como baixar o mapa das cidades da paraiba correto

Existe um caminho relativamente estável. O site do IBGE mantém a pasta de bases cartográficas com os shapefiles municipais por estado. Lá dentro você baixa o arquivo do Rio Grande do Norte, não, espera, você baixa o arquivo da Paraíba especificamente. O link direto costuma ser algo como geobases.ibge.gov.br/organizacao-do-territorio/bases-cartograficas-dos-municipios-do-brasil. Dentro do zip vem o arquivo municipal.shp com campo CODMUN que é a chave estrangeira para tudo. Depois de baixar, abra no QGIS que é gratuito e configure a CRS para EPSG:4617, que é o SIRGAS 2000 UTM zona 24S, padrão para mapas estaduais no nordeste brasileiro. Se deixar o WGS84 genérico, as distâncias e áreas vão medir errado e você vai ter problemas na hora de calcular raio de entrega ou cobertura logística.

Eu particularmente faço uma validação rápida depois de carregar. Conto os municípios. Se aparecer menos de 222 ou mais de 225, algo está errado no arquivo. Às vezes o shapefile municipal inclui entidades especiais que não são municípios de verdade, como distritos administrativos que o IBGE às vezes empilha no mesmo arquivo. Filtro por tipo de entidade e seguro. Se você precisa de um arquivo pronto pra usar sem dor de cabeça, existe também o repositório do DATASUS com mapas municipais atualizados, e o lado bom é que o DATASUS costuma ter a tabela SQLite acompanhando o shape, o que facilita fazer JOIN de dados de saúde ou de cadastro urbano sem depender de base externa. O download fica em datasus.gov.br/info-saude/prodasus/bases-territoriais.

Pitfall que ninguém te conta sobre os limites municipais

O maior erro que eu vejo é tratar o polígono municipal como se fosse fixo. Ele não é. A maioria dos municípios paraibanos tem perímetros que mudam a cada recenseamento ou a cada retificação de divisa judicial. Em 2022, por exemplo, houve uma retificação de divisa entre Campina Grande e Solânea que ajustou cerca de 340 hectares, o que parece pouco mas quebra totalmente mapas que foram gerados antes dessa data se você for usar para anything que envolva área exata, como cálculo de IPTU por zona ou delimitação de região metropolitana. Outra pegadinha é a capital. Campina Grande e João Pessoa têm zonas urbanas que se fundem de formas estranhas nos dados do IBGE. O recorte urbano do IBGE nem sempre respeita o conceito de conurbação que a SEPLINF da Paraíba usa. Se você for fazer mapa de região metropolitana, não use o recorte urbano do IBGE sem antes cruzar com a lei estadual que define a RMVC e a RMC. Senão vai sobrar área urbana sem município e vácio municipais sem área urbana reconhecida pelo padrão que você escolheu.

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Trabalhando com os dados no dia a dia

Eu costumo transformar o shapefile municipal num banco leve. Crio uma tabela com CODMUN, nome do município, área em hectares, população do Censo 2022, e uma coluna de categoria geográfica como Sertão, Agreste, Zona da Mata ou litoral norte. Essa classificação não é oficial do IBGE mas é útil porque divide o estado em 4 mesorregiões que o IBGE ainda mantém mesmo sem usar ativamente, e ajuda a agrupar municípios para mapas temáticos sem ficar poluindo a visualização com 223 rótulos. Para mapas temáticos rápidos, eu exporto direto do QGIS com o plugin Print Layout configurado. Incluo escala gráfica, legenda, orientação norte, e uma fonte de dados clara. Se for distribuir o mapa, exporto como GeoPackage em vez de Shapefile clássico. O formato .gpkg evita o bug chato do limite de 255 caracteres no nome do arquivo e da tabela, coisa que quebra exportações em servidores Windows e Linux de formas diferentes dependendo do driver GDAL.

Se a exigência for um mapa para publicação impressa ou para integrar em sistema web, o caminho mais seguro é passar por um processo de simplificação de geometria. O QGIS tem o Douglas-Peucker, e eu uso tolerance de 5 a 10 metros dependendo da escala final. Maps em escala 1:100.000 aguentam 10 metros de simplificação sem perder a forma reconhecível dos municípios. Maps em 1:250.000 ou menor, aí você pode ir até 25 metros. Testa sempre no zoom máximo que o usuário final vai ver.

Alternativas quando o shapefile oficial não resolve

Há situações em que o mapa municipal padrão não serve. Se você precisa de mapa de distritos, por exemplo, o IBGE oferece um shapefile próprio mas a atualização é mais lenta e às vezes os distritos de municípios grandes como Patos ou Sousa ficam desatualizados por dois ou três anos. Nesses casos, eu consulto a lei orgânica de cada município e extraio os distritos manualmente a partir do Diário Oficial do estado, que publiciza todas as alterações de divisão interna. Outro cenário comum é mapas de micro-regiões ou de unidades de gestão sanitaire. O SUS tem uma divisão de gerências que não segue municípios inteiros. Nesse caso, eu pego o shapefile municipal e faço dissolve por CODGERENCIA, que é um campo que o DATASUS às vezes inclui, senão eu preciso criar uma tabela de mapeamento manual a partir do documento da SES-PB. O processo leva cerca de 40 minutos para o estado inteiro se você já tiver o shape municipal pronto, mas evita errou de zona de saúde em mapas de cobertura de UPAs.

O mapa das cidades da paraiba que eu entrego para clientes geralmente inclui camadas de municípios, rodovias estaduais e federais que cortam o estado, e uma grade de coordenadas UTM sobreposta. Sem a grade, qualquer pessoa que quiser georeferenciar um ponto fora da malha urbana vai perder tempo converting lat/lon manualmente. Eu sempre incluo um arquivo .prj correto e um readme de texto simples com a fonte, ano-base, e resolução do shapefile. Isso economiza horas de suporte depois. Se você quer algo ainda mais direto, o site da prefeitura de João Pessoa e de Campina Grande disponibilizam mapas setoriais que podem ser cruzados com os mapas municipais para validar áreas urbanas. Não substituem o shapefile do IBGE, mas servem como checagem rápida quando um município aparece com área urbana muito diferente do esperado, o que acontece com frequência em municípios que tiveram expansão recente como Sumé ou Bayeux.