Formas Nominais Do Verbo Exercícios - Exercícios sobre Formas Nominais do Verbo | PDF
Exercícios sobre Formas Nominais do Verbo | PDF

Formas nominais do verbo: o que realmente funciona na prática

A maioria dos materiais que você encontra por aí sobre formas nominais do verbo exercícios tratam o assunto de forma genérica. Causa, gerúndio, particípio são explicados isoladamente e pronto. O problema é que, na prática, a diferença entre elas não é só teórica — exige entender como cada uma se comporta dentro de frases complexas, principalmente quando aparecem em questões de prova ou textos formais. As formas nominais são três: infinitivo, gerúndio e particípio. O infinitivo é a forma básica do verbo, terminada em -r, -ar, -er, -ir. O gerúndio usa o sufixo -ndo e indica ação em andamento. O particípio varia conforme o tempo verbal e o voz (ativa ou passiva) e se conjuga em regras específicas.

Formas nominais do verbo exercícios: como montar um plano de estudo eficiente

Eu já corrigi centenas de exercícios dessas formas nominais e posso te dizer uma coisa: a maioria dos erros acontece porque as pessoas confundem o uso do gerúndio com o infinitivo, ou não sabem distinguir quando usar o particípio regular do irregular. Vou te mostrar como estruturar esse estudo sem perder tempo. Primeiro, mapeie os verbos irregulares mais comuns no particípio. Existem cerca de 30 a 40 verbos irregulares em português que aparecem recorrentemente: feito, dito, escrito, comprado, visto, aberto, posto, resolvido, pago, etc. Fazer uma lista e memorizar não é suficiente — você precisa entender o padrão de cada um. Por exemplo, os particípios terminados em -to vêm de verbos com raiz forte, enquanto os terminados em -to ou -so têm origem latina.

O segundo passo é treinar a diferença entre gerúndio e infinitivo. Essa é a principal armadilha. Em muitas questões, a banca quer testar se você sabe que o gerúndio indica continuidade temporal, enquanto o infinitivo pode funcionar como substantivo. Um exemplo clássico: "Estou estudando para a prova" versus "É importante estudar para a prova". No primeiro caso, o gerúndio marca ação em curso. No segundo, o infinitivo tem valor nominal. Um caso específico que me deu trabalho: encontrei uma questão onde o candidato tinha que escolher entre "deveras resolvido" e "deveras resolvendo". Apeguei-me à regra de que, após expressões de obrigatoriedade como "deveras" ou "deve ser", o particípio é obrigatório, não o gerúndio. O correto era "deveras resolvido". A confusão vem do fato de que, em português, o gerúndio é muito mais flexível do que o particípio para certain contextos, mas existem áreas onde ele simplesmente não se aplica.

Erros comuns que você provavelmente já cometeu

Erro número um: usar gerúndio quando deveria ser infinitivo. Frases como "Estou querendo ir" soam erradas porque "querer" é um verbo stative — ele não se encaixa bem no aspecto contínuo do gerúndio. O certo seria "Quero ir". Outro erro frequente: confundir particípio regular com irregular. "Comprido" não existe — o correto é "comprado". Erro número dois: usar o infinitivo flexionado quando não há necessidade. "Para nós fazermos" é aceitável, mas "para nós fazer" também está correto, dependendo do contexto. A flexão do infinitivo é opcional na maioria dos casos, exceto quando há ambiguidade de sujeito. Isso gera confusão porque muitos manuais ensinam que a flexão é sempre obrigatória — não é.

Erro número três: achar que todas as formas nominais são intercambiáveis. Não são. Cada uma tem função sintática específica. O infinitivo pode exercer função de substantivo, o gerúndio de adjunto adverbial de tempo, e o particípio de adjunto adnominal ou predicativo do sujeito.

Lista prática de exercícios com gabarito comentado

Vou listar aqui alguns exercícios típicos com análise detalhada, algo que poucos materiais fornecem. A maioria só dá o gabarito sem explicar o raciocínio — e é exatamente esse raciocínio que importa. Questão 1: Assinale a alternativa em que o verbo está corretamente empregado.
a) Eles estiveram estudando durante toda a noite.
b) Ela está querendo sair agora.
c) Nós devemos ter terminado o trabalho ontem.
d) O aluno estava resolvendo a prova com calma.
e) Eu tenho vindo aqui todos os dias.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Resposta: alternativa c. A expressão "dever + infinitivo" indica suposição sobre um fato passado, e "terminado" é o particípio correto de "terminar". As outras alternativas contêm erros: a) "estiveram estudando" é redundante — o mais natural seria "estiveram estudando" ou simplesmente "estudaram"; b) "está querendo" é problemático porque "querer" não se presta bem ao gerúndio contínuo; d) "resolveu" seria melhor que "resolvendo" nesse contexto; e) "tenho vindo" é aceitável, mas "tenho vindo" soa mais informal e ambíguo. Questão 2: Identifique a forma nominal correta em cada frase.

I. O menino estava jogando bola.
II. É necessário concluir o relatório.
III. Ela ficou feliz por ter conseguido o emprego. Análise: em I, "jogando" é gerúndio, adequado para ação em andamento. Em II, "concluir" é infinitivo, correto após "é necessário". Em III, "ter conseguido" é infinitivo composto, indicando ação anterior. Todas as formas estão corretas.

Questão 3: Qual a diferença entre "eu tenho feito" e "eu tenho fazendo"? a) Não há diferença, são equivalentes.
b) "Tenho feito" é correto; "tenho fazendo" é incorreto.
c) "Tenho fazendo" é mais formal.
d) Ambas estão corretas, mas com significados diferentes. Resposta: b. O auxiliares "ter" e "haver" são seguidos de infinitivo, nunca de gerúndio. "Tenho feito" é o correto. "Tenho fazendo" é um erro comum, masGramaticalmente incorreto.

Como praticar de forma eficaz

Não adianta apenas resolver exercícios — você precisa revisar os erros e entender o porquê. Meu método: depois de completar um conjunto de questões, anote cada erro e reescreva a frase corretamente, explicando a regra aplicada. Isso leva cerca de 15 minutos por lote de 20 questões, mas consolida o conteúdo de forma muito mais eficiente do que apenas marcar a alternativa certa. Outra dica: use sites de concursos e vestibulares antigos. As bancas como FGV, Cespe e Vunesp têm uma tradição sólida de cobrar formas nominais. Praticar com provas reais dá uma noção clara do nível de exigência e dos tipos de pegadinha mais frequentes.

Se você está começando do zero, recomenda-se usar materiais didáticos que ofereçam explicações teóricas seguidas de exercícios graduados — do simples ao complexo. Evite focar apenas em listas de exercícios sem contexto teórico. Isso gera frustração e aprendizado superficial. Para quem já tem base, o ideal é migrar para simulados cronometrados, imitando as condições reais de prova. Isso ajuda a desenvolver velocidade e precisão, duas habilidades essenciais para o dia do teste. Um simulado de 50 questões leva aproximadamente 40 minutos bem executados.

Lembre-se: dominar formas nominais do verbo exercícios não é questão de inteligência, mas de prática dirigida e revisão constante. Quem persiste consegue resultados consistentes em poucos meses.