O que realmente vale a pena numa faculdade de engenharia
A primeira coisa que eu aprendi depois de me formar foi que o nome do curso no currículo importa menos do que o que você conseguiu construir durante os quatro anos. Já vi engenheiros formados em universidades top sendo demitidos porque não sabiam ler um esquema elétrico ou fazer uma conta de Tolerância e Ajuste no chão de fábrica. Por outro lado, conheço quem saiu de uma faculdade de engenharia valor duvidoso e hoje gerencia equipes em multinacionais. O problema é que o mercado não perdoa quem confia apenas na reputação da instituição.
faculdade de engenharia valor na prática
Quando eu estava no meu último ano de projeto de graduação, meu orientador me cobrou para dimensionar um motor de indução trifásico sem usar software algum. Só papel, lápis e uma tabela de dados do NEMA que tinha mais de 30 anos. Eu travou por 45 minutos num cálculo de corrente de partida que simplesmente não fechava. A solução foi descobrir que o fabricante do motor tinha usado um fator de correção empírico que não estava em nenhum livro. Isso me ensinou algo que nenhuma aula teórica me ensinou: a engenharia de verdade é isso, ajustar o que funciona até o que a teoria diz que deveria funcionar. O mercado de engenharia no Brasil valoriza quem sabe resolver problema real. Uma faculdade de engenharia valor depende mais do corpo docente que efetivamente já trabalhou em campo do que dos artigos publicados em revistas internacionais. Já vi professores com PhDs em universidades top não conseguirem explicar porque um transformador de potência simplesmente aquecia acima do especificado quando carregado a 85% da sua capacidade nominal. O problema na verdade era mais simples: o fabricante do núcleo tinha usado chapas de aço silício com grau erradamente classificado. Isso é algo que a indústria só descobre quando passa pelo chão de fábrica, não na sala de aula.
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Se você está pensando em entrar numa faculdade de engenharia valor, a primeira coisa que eu recomendo é olhar o histórico dos professores. Quantos deles já trabalharam na Petrobras, Embraer, Cemig ou em indústrias reais? Isso geralmente indica que o conhecimento que efetivamente já passou pelo chão de fábrica, não é só teoria de quadro negro. Uma faculdade de engenharia valor duvida isso quando o mercado pede algo específico, mas na maioria das vezes responde em português, não em inglês. O mercado brasileiro não perdoa quem só sabe calcular e não consegue ler um esquema elétrico ou fazer uma conta de Tolerância e Ajuste no local. Eu passei 3 anos tentando entender porque um motor de indução simplesmente aquecia acima do especificado quando carregado a 85% da sua capacidade nominal. A solução na verdade foi descobrir que o fabricante do núcleo tinha usado um fator de correção empírico que não estava em nenhum livro. Isso me ensinou algo que nenhuma aula teórica me ensinou: a engenharia de verdade é isso, ajustar o que funciona até o que a teoria diz que deveria funcionar. O mercado não perdoa quem confia apenas na reputação da instituição.
A indústria no Brasil geralmente pede quem sabe resolver problema real. Um engenheiro formado em universidade top sendo demitido porque não sabia ler um esquema elétrico. Por outro lado, conheço quem saiu de uma faculdade de engenharia valor duvidoso e hoje gerencia equipes em multinacionais. O problema é que o mercado não perdoa quem confia apenas na reputação da instituição, e sim no que você conseguiu construir durante os quatro anos. Quando eu estava no meu último ano de projeto de graduação, meu orientador me cobrou para dimensionar um motor de indução trifásico sem usar software algum. Só papel, lápis e uma tabela de dados do NEMA que tinha mais de 30 anos. Eu travou por 45 minutos num cálculo de corrente de partida que simplesmente não fechava. A solução foi descobrir que o fabricante do motor tinha usado um fator de correção empírico que não estava em nenhum livro. Isso me ensinou algo que nenhuma aula teórica me ensinou: a engenharia de verdade é isso, ajustar o que funciona até o que a teoria diz que deveria funcionar.
O mercado de engenharia no Brasil valoriza quem sabe resolver problema real. Uma faculdade de engenharia valor depende mais do corpo docente que efetivamente já trabalhou em campo do que dos artigos publicados em revistas internacionais. Já vi professores com PhDs em universidades top não conseguirem explicar porque um transformador de potência simplesmente aquecia acima do especificado quando carregado a 85% da sua capacidade nominal. O problema na verdade era mais simples: o fabricante do núcleo tinha usado chapas de aço silício com grau erradamente classificado. Isso é algo que a indústria só descobre quando passa pelo chão de fábrica, não na sala de aula.