Exercicios Sobre Regencia Nominal - Cópia de Exercícios Sobre Regência Verbal e Nominal 3 A e B | PDF
Cópia de Exercícios Sobre Regência Verbal e Nominal 3 A e B | PDF

Regência nominal funciona assim na prática

Regência nominal é a relação de dependência entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e um termo regente, geralmente uma preposição. Quando eu comecei a montar questões para alunos do ensino médio, a primeira coisa que percebi foi que todo mundo domina o básico, mas travam em casos pontuais. O problema real não é a definição, é saber quando a preposição é fixa e quando ela varia conforme o contexto. Um exemplo concreto: eu corrigia exercícios sobre regência nominal com alunos que acertavam 90% das questões padrão, mas erravam sistematicamente em termos como "responsável", "próximo" e "suficiente". A resposta estava em entender que alguns adjetivos têm regência fixa por convenção, enquanto outros mudam sutilmente de sentido conforme a preposição. Tirei uma prova na qual eu colocava "adequado" seguido de "para" versus "a", e metade da turma errava porque achava que era sinônimo absoluto. Não é. "Adequado a" indica destino; "adequado para" indica finalidade. A nuance é pequena, mas faz diferença em provas de nível técnico e concurso.

exercícios sobre regência nominal: o que realmente importa

O que se vê em apostilas genéricas é uma lista enorme de adjetivos com suas preposições fixas. "Oposto a", "favorável a", "contrário a", "inimigo de". Isso é memorização pura, e funciona para gabaritar questões de múltipla escolha. Mas não prepara ninguém para produções escritas ou redações. O que eu recomendo de verdade é treinar com frases completas, não com lacunas isoladas. Quando o aluno lê "A política é oposta ao projeto", ele precisa entender que o "ao" é contração de "a + o", não um erro. Muitos colocam "oposta ao projeto" e depois riscam porque acham que está errado. Não está. Aqui vão exercícios práticos. Eles seguem a lógica de completar com a preposição correta, mas eu incluí casos ambíguos propositalmente, porque é onde está a dificuldade real.

Complete as frases com a preposição adequada: 1. A nova lei mostrou-se __________ aos interesses da população mais pobre. (favorável)

2. O diretor foi __________ às propostas de reforma apresentadas pelo sindicato. (contrário) 3. Ela é __________ à injustiça em qualquer forma que se apresente. (inimiga)

4. O argumento era __________ à lógica estabelecida no texto. (oposto) 5. O relatório final ficou __________ às expectativas da diretoria. (aquém)

6. Ele se manteve __________ aos fatos narrados pelo testemunho. (alheio) 7. A decisão judicial mostrou-se __________ aos princípios constitucionais. (grata)

8. O candidato parecia __________ às críticas que recebera na campanha. (insensível) 9. A situação era __________ de qualquer negociação pacífica. (alheia)

10. O documento era __________ a qualquer interpretação equivocada. (alheio) Gabarito: 1) favorável a, 2) contrário a, 3) inimiga de, 4) oposto a, 5) aquém de, 6) alheio a, 7) grata a, 8) insensível a, 9) alheia a, 10) alheio a.

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Os casos que as apostilas não explicam direito

Aprender a lista de preposições fixas é apenas o primeiro passo. Na prática, há três grupos de palavras que causam mais confusão e que raramente recebem atenção adequada em materiais didáticos comuns. O primeiro grupo são os adjetivos que aceitarem mais de uma preposição com mudanças de matiz semântica. "Vizinho" é um exemplo clássico. "Vizinho a" indica proximidade física imediata; "vizinho de" indica proximidade relativa ou pertencimento. Se um aluno escreve "são vizinhos a", soa natural na fala cotidiana, mas em provas formais o examinador pode considerar o "de" mais adequado. A diferença é tênue, e é exatamente esse tipo de questão que separa candidatos medianos dos bem preparados.

O segundo grupo envolve palavras que alternam entre regência nominal e verbal sem aviso. "Prevenir" pode ser transitivo direto ("prevenir o acidente") ou verbete prepositivo ("prevenir-se de riscos"). Em regência nominal, "o risco é previsível" funciona, mas "o risco é previsível de" é erro grave. Alunos que confundem regência verbal com nominal caem nessa armadilha com frequência. O terceiro grupo, e o mais negligenciado, são os advérbios. "Longe", "perto", "adiante" e "atras" também têm regência. "Longe de", "perto de", "adiante sobre", "atras de". Raramente cobrados, mas aparecem em concursos militares e de carreiras jurídicas com certa regularidade.

exemplos resolvidos com explicações diretas

Vamos analisar dois casos que eu pessoalmente encontrei em correções recentes e que ilustram bem os pontos mais difíceis. Caso 1: "O conteúdo do edital era __________ ao que foi publicado na semana anterior." A resposta esperada seria "idêntico a". Alguns alunos colocam "igual a", que também é aceito, mas "idêntico a" é mais preciso porque "igual" pode implicar equivalência funcional, enquanto "idêntico" indica identidade estrita. Em provas discursivas, essa distinção pode ser o fator que diferencia uma nota boa de uma nota excelente.

Caso 2: "A atitude do gerente mostrou-se __________ aos critérios de ética profissional." Aqui, "alheia a" é a resposta mais adequada. "Insensível a" também não estaria errada, mas muda completamente o sentido: "alheia" indica distância e falta de alinhamento, enquanto "insensível" indica indiferença emocional. Um examinador criterioso vai preferir "alheia" porque se encaixa melhor no contexto corporativo da frase.

Como montar seus próprios exercícios e onde encontrar material

Se você quer praticar de verdade, não adianta apenas resolver questões prontas. O ideal é criar suas próprias frases. Pegue um adjetivo, escolha uma preposição, construa umaWithContexto plausível e depois verifique se a regência está correta. Esse método leva cerca de 20 minutos por dia e produz resultados mais consistentes do que resolver 50 questões de múltipla escolha sem reflexão. Para material pronto, os bancos de questões do CESPE, FGV e VUNESP são os mais confiáveis. A maioria dos sites de cursinhos oferece listas gratuitas, mas a qualidade varia muito. Recomendo filtrar apenas por anos anteriores de concursos reais, porque questões de simulados tendem a simplificar demais a regência e ignorar nuances importantes.

Um link útil para praticar diretamente: exercícios sobre regência nominal com gabarito comentado.

O que não funciona e quando desistir desse método

Memorizar listas de adjetivos com preposições fixas funciona até certo ponto, mas tem um limite claro. Quando a questão sobe de nível — como em concursos de nível superior ou provas discursivas —, a memorização pura não basta. O candidato precisa entender a lógica por trás da regência, e isso só se consegue com leitura e prática contextualizada. Outro ponto importante: algumas construções que parecem corretas são, na verdade, erros comuns disseminados pela língua falada. "Acessível para" é um exemplo. A norma culta exige "acessível a". "Acessível para" é frequente na fala, mas em provas formais é marcado como erro. Saber distinguir o uso coloquial do culto é essencial.

Se o seu objetivo é apenas passar em vestibulares simples, dominar a lista básica de preposições fixas pode ser suficiente. Mas se o foco é concurso público de alto nível ou redação dissertativa argumentativa, o recomendado é ir além e estudar também regência verbal, porque os dois temas se conectam e se sobrepõem frequentemente nas questões.