Exercicio Sobre Progressão Geometrica - Exercícios sobre Progressão Geométrica | PDF
Exercícios sobre Progressão Geométrica | PDF

Resolvendo exercícios de progressão geométrica na prática

Muitos estudantes travam nos exercícios de progressão geométrica porque tentam decoriar fórmulas sem entender o que cada variável representa. A verdade é que a PG é basicamente uma sequência onde cada termo é o anterior multiplicado por um valor fixo. Se você entender isso, as fórmulas vêm naturalmente.

O que você precisa saber antes de começar o exercicio sobre progressão geometrica

O termo geral de uma PG é dado por a = a · q^(n-1), onde a é o primeiro termo, q é a razão e n é a posição do termo que você quer encontrar. A soma dos n primeiros termos é S = a(q - 1) / (q - 1), desde que q seja diferente de 1. Parece simples, mas a armadilha está em identificar corretamente o que o exercício pede. Na minha experiência corrigindo listas de exercícios, o erro mais comum é confundir a razão. Quando o problema diz que os termos são 3, 6, 12, 24, a razão é 2. Mas quando aparece algo como 100, 50, 25, 12,5, muitos alunos marcam q = 50 em vez de q = 0,5. O cálculo correto é sempre termo seguinte dividido pelo termo anterior. Sempre.

Outro ponto que ninguém explica direito: quando q está entre -1 e 1 (ou seja, |q|

1), a soma dos termos tende a um valor finito mesmo com infinitos termos. Isso gera a famosa soma da PG infinita: S = a / (1 - q). Eu vi praticamente todo aluno duvidar dessa fórmula na primeira vez que encontra. Funciona, sim, mas só quando a razão é pequena o suficiente para que os termos diminuam cada vez mais. Se q for maior que 1 ou menor que -1, a soma diverge e essa fórmula não se aplica. Vou deixar claro agora onde muita gente se perde. Em exercícios de vestibular ou concurso, é frequente aparecer uma PG onde você não conhece o primeiro termo, mas conhece outro termo qualquer e a razão. Neste caso, use a forma generalizada: a = a · q^(k-n). Isso elimina a necessidade de recalcular tudo desde o início. Um exemplo prático: se o 5º termo de uma PG é 48 e a razão é 2, para encontrar o 8º termo você faz 48 · 2³ = 384. Não precisa achar o primeiro termo.

Quando o exercício envolve crescimento ou decadência exponencial — populações, juros compostos, decaimento radioativo — a PG aparece disfarçada. O segredo é traduzir o enunciado para a linguagem da sequência. Se uma bactéria dobra a cada hora, partindo de 100 unidades, a formação é 100, 200, 400, 800... e a razão é 2. O problema pede a quantidade após 6 horas? Você calcula o sétimo termo, porque a hora zero já conta como primeiro termo. Isso confunde bastante quem está começando. Uma situação real que eu enfrentei várias vezes: o aluno resolve um exercício sobre PG infinita e chega a um resultado negativo para uma soma de grandezas físicas, como massa ou comprimento. Isso é bandeira vermelha. Ou a razão não é menor que 1, ou o primeiro termo está com sinal errado, ou você invertou a posição do termo na conta. Sempre verifique se o valor absoluto da razão é estritamente menor que 1 antes de aplicar a fórmula da soma infinita.

Exercícios resolvidos passo a passo

Vamos a um exemplo concreto. Determine os três primeiros termos de uma PG sabendo que o décimo termo é 512 e a razão é 2. Pela fórmula do termo geral: a = a · q. Substituindo: 512 = a · 2. Como 2 = 512, temos a = 1. Os três primeiros termos são 1, 2 e 4. Fácil, mas note que se você tivesse cometido um erro de conta em 2, todo o resto sairia errado. Agora um mais elaborado. Uma PG crescente tem razão maior que 1. A soma dos dois primeiros termos é 6 e a soma dos dois primeiros termos, multiplicada pela razão, mais o terceiro termo, dá 18. Encontrar a e q. Do primeiro enunciado: a + aq = 6, ou a(1+q) = 6. Do segundo: 6q + aq² = 18. Substituindo a = 6/(1+q) na segunda equação, chegamos a um sistema que resolve para a = 2 e q = 2. A PG é 2, 4, 8, 16...

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Um problema que aparece muito em provas práticas: interpolação de médias geométricas. Insira três termos entre 2 e 162 formando uma PG. Temos a = 2 e a = 162. Usando o termo geral: 162 = 2 · q. q = 81, logo q = 3. Os termos interpolados são 6, 18 e 54. A PG completa é 2, 6, 18, 54, 162. O exercício mais traiçoeiro que já vi envolve duas PGs interligadas. Por exemplo: a soma dos termos de uma PG de razão 3 é igual à soma dos termos de outra PG de razão 2, ambas com o mesmo número de termos. Sabendo que o primeiro termo da primeira é o dobro do primeiro da segunda, quantos termos elas têm? A resolução exige igualar as duas fórmulas de soma e resolver uma equação exponencial. A resposta geralmente é um número pequeno, como 4 ou 5 termos, mas o caminho até lá exige paciência algebraica.

Se você estiver se preparando para uma prova, recomendo focar em três tipos de problema: achamento de termo desconhecido, soma finita de n termos e interpolação de médias geométricas. São os que caem com mais frequência. Evite perder tempo com problemas teóricos muito abstratos nas últimas horas de estudo — a prática com números resolve melhor. Um último ponto técnico que vale a pena mencionar: quando a razão é negativa, a PG oscila entre valores positivos e negativos. O exercício pode pedir o valor absoluto da soma dos quinze primeiros termos, ou a soma dos termos pares. Nestes casos, você pode tratar os termos pares como uma nova PG com razão q². Se q = -3, por exemplo, os termos pares formam uma PG com razão 9. Isso simplifica muito o cálculo e evita erros de sinal.