Exemplo De Entrevista Escrita Pequena - Exemplo De Entrevista Escrita - REVOEDUCA
Exemplo De Entrevista Escrita - REVOEDUCA

Como fazer uma entrevista escrita que não pareça um formulário da Receita Federal

exemplo de entrevista escrita pequena

Entrevista escrita é basicamente um jogo de perguntas e respostas onde o entrevistado responde por escrito em vez de falar. Parece simples demais para precisar de tutorial, mas é surpreendentemente fácil fazer algo malfeito se você não pensar no fluxo antes de mandar as perguntas. O formato mais comum que eu vejo funcionando é o estruturado com cerca de 5 a 8 perguntas. Não precisa de mais que isso para uma versão pequena. A maioria das pessoas que tenta entrevistar alguém coloca 15 perguntas e ninguém tem paciência para responder tudo. O resultado é sempre perguntas genéricas do tipo "como você se descreveria em três palavras?" que todo mundo odeia responder.

Aqui vai um exemplo prático do que eu costumo usar quando preciso de algo rápido para um projeto ou perfil: 1. O que te levou a escolher essa área/trabalho?

2. Qual foi o maior desafio que você enfrentou até agora e como resolveu? 3. O que você faria diferente se pudesse recomeçar?

4. Qual conselho você daria para alguém começando agora? 5. Onde você se vê daqui a dois anos?

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Isso gera um texto legítimo em torno de 400 a 600 palavras. O entrevistado responde com algo substancial, e você não gasta meia hora formatando depois. A parte que as pessoas não levam a sério é o briefing antes de enviar. Eu já perdi entrevista boa porque fiz as perguntas sem saber quem era a pessoa. Mandei um questionário padrão para um designer gráfico e as perguntas eram sobre gestão de equipe. Ele respondeu polidamente, mas as respostas foram vazias porque ele não estava no contexto certo. A partir daí, eu sempre passo 10 minutos pesquisando a pessoa ou lendo o material dela antes de montar as perguntas. O tempo que você economiza não vale o resultado medíocre.

Outro detalhe técnico importante: defina o formato de envio desde o início. Algunas pessoas mandam áudio transcrito, outras mandam texto corrido, algumas mandam bullet points. Se você não especificar, recebe um mix de tudo e passa tempo demais formatando. Eu incluo uma linha no e-mail dizendo exatamente como quero que as respostas sejam enviadas. Tipo, "respostas em formato de perguntas e respostas, máximo 200 palavras por pergunta". Isso evita retrabalho. O principal problema que eu encuentro é que entrevistas escritas perdem o tom de voz da pessoa. Você não consegue ouvir a entonação, então as respostas tendem a ficar muito formais e secas. Para contornar isso, eu adiciono uma ou duas perguntas mais abertas no final, tipo "conta alguma coisa que aconteceu recentemente e te marcou". Isso quebra o gelo e gera respostas mais humanas. O resto do texto já fica mais natural por comparação.

Se o objetivo é algo mais profissional, como um perfil para LinkedIn ou artigo de blog, o formato acima funciona bem. Se for para pesquisa acadêmica ou jornalística, o ideal é transformar as perguntas fechadas em abertas e deixar o entrevistado falar mais. Aí você faz uma sessão de follow-up por e-mail com as questões que ficaram vagas nas respostas originais. Isso dobra o tempo mas melhora muito a qualidade. Um recurso útil que eu recomendo é o Google Docs compartilhado. Em vez de trocar e-mails com respostas soltas, você cria um documento, cola as perguntas e pede para a pessoa escrever as respostas embaixo de cada uma. Você vê tudo num só lugar, edita se necessário, e depois copia o resultado final. Economiza uns 20 minutos de organização por entrevista.

O formato que apresentei aqui serve como base para adaptação. Você pode substituir as perguntas conforme o tema, manter 5 ou adicionar 3 a mais se precisar de mais profundidade. O importante é não exagerar no número e ser claro sobre o que você espera de cada resposta.