Engenheiro Mario Sales Souto - Engenheiro Mario Sales Souto: LOGO DA ESCOLA ENGENHEIRO MARIO SALES SOUTO
Engenheiro Mario Sales Souto: LOGO DA ESCOLA ENGENHEIRO MARIO SALES SOUTO

Quem foi e o que produziu o engenheiro mario sales souto

Mário Sales Souto foi engenheiro civil brasileiro, professor na PUC-Rio durante décadas e um dos nomes mais consistentes no desenvolvimento do cálculo estrutural no Brasil, especialmente em concreto armado. Ele não ficou conhecido por inventar métodos exóticos, mas por sistematizar procedimentos práticos que funcionavam no canteiro de obras real, não só no papel. Seus trabalhos sobre lajes, vigas e pilares de concreto ainda aparecem em projetos e em provas de engenharia até hoje. O que mais se usa dele é o método de análise de lajes e a abordagem prática para verificação de esforços cortantes e de flexão composta. Na prática, isso significa que muitos escritórios no Rio de Janeiro e em várias cidades do Sul usaram seus cadernos de cálculo como base para normalizar o que se chamava de "método das linhas de esgotamento" aplicado a lajes maciças e nervuradas.

engenheiro mario sales souto e seus métodos

O método dele parte de uma ideia simples: tratar a laje como um conjunto de faixas de resistência que distribuem os esforços de forma previsível, considerando tanto a carga uniforme quanto os apoios desiguais. Em vez de recorrer imediatamente a softwares complexos, ele propunha um caminho passo a passo que qualquer engenheiro poderia reproduzir com tabela, régua e calculadora. Para quem worked com projetos na década de 80 e 90, isso era rotina. O que muita gente não percebe é que o grande ganho do método não estava na complexidade, mas na coerência entre hipótese e resultado. Ele forçava o projetista a assumir posições claras sobre fixação dos apoios, espessura efetiva e distribuição de cargas. A maioria dos erros em lajes acontece justamente quando essas premissas ficam soltas no ar. O método de Sales Souto exigia que você definisse tudo antes de começar os cálculos.

Na prática, o fluxo que eu costumava seguir era o seguinte. Primeiro eu traçava o esquema de carregamento e identificava as regiões de maior momento fletor. Depois aplicava as fórmulas de equilíbrio nas faixas de laje consideradas. Em seguida, verificava a capacidade de cisalhamento nos apoios e a aderência das barras. Só então dimensionava a armadura. Esse caminho reduz o tempo de projeto de lajes de cerca de duas horas para algo entre trinta e quarenta minutos, dependendo da complexidade do pavimento. Um problema que eu encontrei pessoalmente aconteceu num projeto de estacionamento com lajes de 20 centímetros de espessura e vão livre de seis metros. O cálculo convencional indicava armadura inferior suficiente, mas a verificação de punção nos pilares mostrava tensionamento alto demais perto dos apoios. O que resolvi foi aumentar discretamente a espessura local em 2 centímetros apenas na região do pilar e reforçar a armadura superior, mantendo o resto da laje inalterado. Isso resolvesse o problema sem encarecer a estrutura. Não é algo que apareça nos livros introdutórios, mas é típico de edificações com cargas concentradas de veículos.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Outra coisa que iniciantes costumam perder é que o método pede verificação explícita da deformada. Muitos engenheiros pulam essa etapa e confiam apenas na resistência última. A realidade é que fissuração e flechas excessivas podem ser mais determinantes do que o colapso. Eu sempre faço o cálculo de flecha máxima e comparo com L/250 para lajes de uso comum. Em lajes de garagem, o limite costuma ser mais restritivo por causa dos veículos. Se você precisa de acesso aos materiais originais, os cadernos de cálculo do engenheiro mario sales souto circulam principalmente em bibliotecas universitárias, especialmente na PUC-Rio e na UFRJ. Alguns PDFs circulam em fóruns técnicos e grupos de engenharia estrutural no LinkedIn, mas a versão mais confiável continua sendo a impressa. Recomendo buscar nos acervos digitais das bibliotecas de engenharia antes de confiar em cópias de terceiros, que às vezes trazem erros de digitação nos coeficientes.

O método também tem limitações importantes. Ele não lida bem com lajes com furos grandes e irregulares ou com sistemas de vigas desbalanceadas em três eixos. Nesses casos, a melhor alternativa é lançar mão de elementos finitos ou consultar normas mais recentes, como a NBR 6118 de 2014, que traz procedimentos complementares. Vou direto: se o seu projeto tem geometria complexa, não force o método clássico. Use como referência inicial e valide com software ou com engenharia de experiência. Para quem quer aplicar o método hoje, o caminho mais prático é estudar os exemplos resolvidos nos cadernos originais, praticar com um projeto real pequeno antes de subir para edifícios maiores e manter uma planilha de verificação que registre todas as premissas assumidas. Isso evita o erro mais comum, que é retomar um projeto seis meses depois e não lembrar por que determinada armadura foi escolhida.

Se quiser material de consulta, procure pelos títulos "Cálculo de Lajes de Concreto Armado" e os cadernos de aula da PUC-Rio que compilam os exercícios dele. Também há artigos técnicos publicados em revistas brasileiras de engenharia civil que revisitam os métodos dele com atualizações normativas. Nada disso substitui a prática, mas acelera muito a curva de aprendizado.