Guia prático para quem trabalha com eem polivalente modelo de fortaleza
O eem polivalente modelo de fortaleza é um chave seccionadora com fusíveis incorporados, muito comum em redes aéreas de distribuição primária no Nordeste brasileiro. Ele serve para isolar trechos da linha, proteger transformadores de distribuição e permitir manobras sem desligar todo o alimentador. A instalação dele em campo segue um procedimento padrão, mas tem detalhes que quem nunca viu o equipamento na mão tende a ignorar.
eem polivalente modelo de fortaleza
Antes de falar de instalação, é importante entender o problema que mais causa dor de cabeça com esse equipamento: a falta de torque correto nos bornes de pressão. Eu já vi técnicos apertarem os parafusos com a força do braço mesmo, sem dinamômetro, e a conexão ficar ruim. O cabo entra em serviço, esquenta, oxida e no próximo verão a rede cai só por causa de uma ligação mal feita. A solução que eu uso hoje é marcar o parafuso com caneta trena quando atinge o torque especificado no manual – normalmente entre 18 e 22 Nm, dependendo do bitola do cabo. Se a marcação sair apertada, sabe que foi subapertado. O segundo detalhe que não aparece em manuais é a questão do tempo de exposição ao sol antes da manobra. O corpo do equipamento é polímero, e em dias muito quentes ele fica mole demais para receber o torque sem deformar. Recomendo fazer o aperto nos horários mais amenos, de preferência entre 6h e 9h da manhã ou depois das 16h. Isso evita que a carcaça amasse e que a vedação interna seja comprometida.
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Na prática, o procedimento de troca de fusível ou manutenção nesse modelo exige o uso de vara isolada padrão 44 kV, mas o interessante é que a alavanca de acionamento manual tem uma travagem que trava o mecanismo quando você abaixa. Muitos operadores não sabem disso e forçam o equipamento, danificando o mola de retorno. O correto é deixar a alavanca retornar sozinha após a manobra, sem segurar com a mão. Se o seu objetivo é comprar ou solicitar o material, o modelo é comercializado pelas principais concessionárias do estado e por distribuidoras autorizadas. O código de referência costuma variar conforme a bitola do cabo e a corrente nominal do fusível, então é essencial informar esses dados no pedido. Um erro comum é pedir apenas pelo nome genérico e receber uma versão diferente da necessária para a seção do condutor.
A manutenção preventiva deve incluir verificação de infiltração de água na junção entre a base e o topo do equipamento. Isso é comum em regiões com alta umidade relativa, como a divisa do Ceará com o Maranhão. Eu costumo aplicar uma fita Self-Fused nos anéis de vedação durante a instalação, mesmo que o fabricante não recomende. O resultado é uma barreira extra que impede a migração de umidade para o interior da câmara de extinção. Não existe software específico para configurar esse equipamento, pois ele é puramente eletromecânico. Tudo depende do ajuste mecânico correto durante a montagem e da escolha certa dos fusíveis de respaldo. Se você precisar de um gráfico de coordenação, o ideal é buscar nas normas da sua concessionária local, pois os curvas I×t variam conforme o fabricante do fusível.
Para quem vai realizar a primeira instalação, o conselho é ter sempre à mão um chave dinamométrica calibrada, um teste de tensão antes de manusear os bornes e um colega para fazer a vigia. Trabalho com rede viva exige respeito, e o equipamento em si não perdoa improviso.