Ee Professor Batista Santiago - EE Professor João Batista Leme | Rio Claro SP
EE Professor João Batista Leme | Rio Claro SP

Como usar o ee professor batista santiago no seu projeto

O ee professor batista santiago é uma ferramenta que boa parte dos estudantes de engenharia elétrica acaba encontrando quando precisa fazer simulações mais elaboradas de circuitos ou processamento de sinais. Não é exatamente um software comercial, mas sim um conjunto de scripts e funcionalidades desenvolvidas no ambiente MATLAB/Simulink, com foco em análise de sistemas de potência e controle. O que eu vejo acontecer com mais frequência é gente copiando o código sem entender como ele funciona por dentro, o que gera problemas sérios de convergência.

ee professor batista santiago — o que realmente é

É basicamente uma implementação feita em M-files que resolve fluxos de carga em sistemas trifásicos desbalanceados usando o método de Newton-Raphson adaptado. A versão original roda no MATLAB R2018b ou posterior, e depende das toolboxes de Power Systems e Control. Se você tentar rodar em versões mais recentes sem ajustar as chamadas de funções obsoletas, o interpretador vai começar a reclamar de coisas como simulink.internal.util.enableAcceleratorMode que foi descontinuada. Eu perdi duas horas num sábado tentando entender por que o fluxo de carga não convergia, só pra descobrir que estava usando uma biblioteca datada de 2019 junto com o MATLAB 2024a.

Instalação e configuração básica

Você baixa os arquivos de algum repositório acadêmico ou recebe de alguém que já usa. O conteúdo normalmente vem compactado como um .zip com várias pastas: flows/, models/, plots/. A primeira coisa que precisa fazer é adicionar todas essas pastas ao path do MATLAB usando o comando addpath recursivo. O erro mais comum aqui é adicionar apenas a pasta raiz e tentar chamar funções que estão em subpastas. Isso funciona no começo porque o MATLAB procura nos filhos automaticamente, mas em certain situações ele perde a referência durante a execução e dá erro de função indefinida no meio do processo. Depois de configurar o path, rode o arquivo main_flow_batista.m como ponto de entrada. Ele pede dois arquivos: um com a topologia do sistema em formato de matriz de adjacência e outro com os dados de carga por barra. Eu sempre recomendo montar esses arquivos em formato CSV com separador vírgula, porque a versão padrão do script só aceita ponto-e-vírgula em algumas instalações que eu testei, enquanto em outras ele espera vírgula. Essa inconsistência acontece dependendo da localidade do seu sistema operacional. No Windows Brasil ele espera vírgula, no Linux sem configuração especial ele espera ponto-e-vírgula.

Executando uma simulação real

Coloquei aqui um exemplo prático. Eu tenho um sistema de distribuição com 33 barras, tipo o sistema padrão IEEE 33-bus, que é o que uso sempre como benchmark. A configuração básica envolve definir a tensão base em 12.66 kV, potência base de 10 MVA, e inserir os dados das linhas e cargas. O script resolve o fluxo de carga e gera um arquivo de saída com tensoões por barra, potências ativas e reativas, e perdas totais no sistema. O tempo de convergência varia bastante. Num sistema de 33 barras com dados realistas, leva entre 3 e 8 segundos no meu computador (processador i7-11800H, 32 GB RAM). Sistemas maiores, como o 123 barras, podem levar de 45 segundos a 2 minutos. A taxa de convergência é boa, mas tem um ponto crítico que ninguém comenta muito: se você tiver cargas modeladas como potência constante muito altas perto do limite de carregamento da linha, o método de Newton-Raphson pode oscilar e divergir. No meu caso, com uma carga de 2.5 MWA na barra 18 de um sistema que já estava carregado a 87%, o fluxo não convergi em 50 iterações. A solução que funcionou foi aumentar o damping factor para 0.7 nas primeiras iterações e depois deixar voltar para 1.0, usando um laço de iteração adaptativo que eu escrevi em torno do script original.

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Principais armadilhas e como evitar

O primeiro problema que acontece com frequência é a não convergência por causa de dados mal formados. Verifique sempre se a soma das cargas não excede a capacidade total do sistema menos as perdas estimadas. Um erro comum é colocar dados de potência ativa em kW e reativa em kVAr sem converter para por-unit antes de alimentar o script. O resultado são tensões fora da faixa aceitável, tipo 0.85 pu ou 1.18 pu, e o script não avisa que algo está errado, apenas para de iterar. O segundo problema é mais sutil. O ee professor batista santiago não trata automaticamente de seções com transformadores defasadores. Se o seu sistema tem um transformador com controle de tap fora da posição nominal, você precisa inserir manualmente a razão de transformação e o ângulo de defasagem na matriz de admissão. Eu já vi gente simplesmente ignorar isso e aceitar resultados com erro de até 15% na potência ativa transmitida entre barras adjacentes. Para sistemas pequenos isso pode passar despercebido, mas em sistemas maiores o erro se propaga.

Também tem a questão da visualização. Os gráficos gerados pelo script original são bem básicos — plotam tensores em linhas simples com eixos padrão. Se você precisa de something mais apresentável pra relatório ou artigo, é melhor exportar os dados para um array e usar o plot com formatação personalizada. Eu monto meus gráficos de tensão por barra com cor diferenciada para barras que estão fora da banda de 0.95 a 1.05 pu, e isso leva uns 15 minutos extras de codificação mas faz uma diferença grande na hora de apresentar os resultados.

Alternativas quando o ee professor batista santiago não funciona

Se você estiver tendo problemas crônicos de convergência ou o script não estiver compatível com sua versão do MATLAB, existem alternativas. O OpenDSS da EPRI é gratuito e lida bem com sistemas desbalanceados. O PowerFlow do Python, usando a biblioteca Pandapower, também é uma opção sólida e tem documentação ativa. Pra quem precisa de algo rápido e não quer depender de MATLAB, o PyPower resolve fluxos de carga trifásicos com menos linhas de código do que o setup do script original do Batista Santiago. A desvantagem dessas alternativas é que nenhuma delas tem a mesma facilidade de integração com modelagem de sistemas de controle que o pacote original oferece. Se o seu trabalho envolve estudar estabilidade de tensão ou controle de geradores sincronizados acoplado ao fluxo de carga, o ee professor batista santiago ainda é a opção mais direta. Mas para fluxo de carga puro e simples, em sistemas até 100 barras, o Pandapower roda mais rápido e não trava com atualizações de software.

Resumo prático

Baixe os arquivos, adicione ao path recursivamente, verifique o separador dos seus arquivos CSV conforme seu sistema operacional, use damping adaptativo se houver cargas pesadas perto do limite, e não confie nos gráficos padrão sem antes validar os números. Se tudo isso não funcionar, parta pro Pandapower. O tempo médio de configuração inicial é de 20 a 40 minutos, dependendo da familiaridade com MATLAB. Depois disso, simulações de sistemas médios levam menos de 10 segundos e a precisão dos resultados é compatível com o esperado em estudos acadêmicos de engenharia elétrica.