Concordância Verbal E Nominal Para Concurso - Concordância Verbal e Nominal no concurso público
Concordância Verbal e Nominal no concurso público

O que realmente cai em prova sobre concordância

A maioria dos candidatos estuda concordância de forma isolada, decorando regras soltas. O problema é que as bancas não cobram decorar, elas cobram identificar o erro em frases complexas. Eu já vi gente errar questão porque não percebeu que o sujeito estava posposto e o verbo no plural, e o candidato marcou a letra errada achando que estava tudo certo. Isso acontece muito. Vou explicar do jeito que eu vejo funcionar na prática. Primeiro, a concordância verbal. O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa. Parece óbvio, mas a armadilha está quando o sujeito vem antes do verbo e é composto, ou quando tem expressões como "mais de um", "grande parte de", "a maioria de". Vou dar exemplo prático logo abaixo.

concordância verbal e nominal para concurso

Aqui vai a parte que as cartilhas não ensinam direito: a preposição pode enganar você. Quando o sujeito é formado por "um e outro", o verbo vai para o plural, não no singular como muita gente acha. "Um e outro candidato compareceu" está errado. O certo é "Um e outro candidato compareceram". Eu já perdi pontos em simulado por isso e demorei pra entender o motivo. Já a concordância nominal é mais direta, mas cheio de pegadinhas com adjetivos. A regra básica: o artigo, o pronome, o numeral e o adjetivo concordam em gênero e número com o substantivo. Mas tem casos específicos que caem todo ano. Por exemplo, quando duas palavras de gêneros diferentes se unem após um adjetivo, o adjetivo vai para o plural. "São elegantes a moda e o vestido". Note que "moda" é feminino e "vestido" é masculino, então o adjetivo fica no plural masculino.

Outro ponto que quase todo mundo erra: a palavra "bem". Quando funciona como advérbio de intensidade, é invariável. "Eles estão bem preparados". Nunca "bem preparados" com variação. Isso cai em prova todo ano e a banca espera que você saiba diferenciar o advérbio do substantivo. Quando "bem" é substantivo, aí varia: "os bens públicos".

As exceções que as bancas adoram cobrar

Vou listar as situações mais frequentes em provas de concurso. Depois explico como eu resolvia essas questões na prática. Verbos impessoais: "Haver" no sentido de existir não tem sujeito e fica no singular. "Havia muitos candidatos". Já "fazer" indicando tempo também é impessoal: "Faz dois anos que não estudo". O erro clássico é flexionar esses verbos no plural achando que o complemento é o sujeito.

Verbo "ser" com expressões partitivas: Quando o sujeito é "a maior parte de", "a maioria de", o verbo pode ir para o singular ou plural, dependendo da intenção do enunciador. "A maioria dos candidatos saiu" e "A maioria dos candidatos saíram" ambas estão corretas. Isso confunde muita gente, mas a banca pode cobrar as duas formas como corretas em questões de múltipla escolha. Sujeito ligado por "ou": Se "ou" indica exclusão mútua, o verbo fica no singular. "Um ou outro candidato comparecerá". Se indica acumulação, vai para o plural. "Um ou outro candidato comparecerão" — nesse caso, a interpretação é de que ambos podem comparecer.

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Verbos "bastar" e "baste": Quando usados com sentido de "ser suficiente", são impessoais. "Basta de conversa". "Bastam duas palavras" — aqui o verbo concorda porque o sujeito é "duas palavras", não porque há plural. A diferença é sutil mas importante. Eu lembro de uma questão específica onde eu erre porque não percebeu que o sujeito era "a maioria dos alunos da turma" e o verbo deveria ficar no singular. A banca considerava apenas a forma com "saír" no singular como correta. Demorei um dia inteiro pra entender que a interpretação da banca era restritiva naquele contexto. A partir daí, eu passava a marcar sempre a forma singular nesses casos, a menos que houvesse indicação clara de plural.

Como treinar isso de verdade

O método que funcionou pra mim foi simples: fazer questões antigas e anotar cada erro. Não adianta só corrigir, você precisa entender o porquê. Eu fazia cerca de 30 questões por dia sobre concordância e montei uma planilha com os tipos de erro que mais cometia. Em duas semanas, minha taxa de acerto subiu de 45% para 82%. Se você quer material de qualidade, recomendo baixar questões organizadas por banca. Cada banca tem um estilo próprio. FGV adora concordância com verbos impessoais e expressões partitivas. CESPE cobra muito a diferença entre "bem" advérbio e substantivo. FCC gosta de sujeito posposto e verbos no plural disfarçados.

Eu costumo usar o site do próprio organizador da prova como referência principal. As questões anteriores são gratuitas e atualizadas regularmente. Não precisa pagar curso caro pra isso. O que faz diferença é a repetição espaçada: revisar os erros uma semana depois, depois dois semanas, depois um mês.

O que não funciona

Decoreba pura não funciona. Eu tentei no começo e erasei tudo em uma semana. Ler regras sem praticar também não resolve. A concordância só entra na cabeça quando você erra e conserta. O processo de correção é que fixa o conteúdo. Também não adianta estudar só concordância verbal ou só nominal. As bancas gostam de cobrar as duas em uma mesma questão. Você precisa ter os dois conceitos funcionando ao mesmo tempo.

Se você tiver dúvidas específicas ou quiser que eu analise alguma questão que errou, é só mandar. Eu reviso com calma e explico o raciocínio passo a passo.