Conjugação do verbo haver no pretérito imperfeito do indicativo
A forma correta é havia, com h inicial e terminação em -ia. É a primeira e terceira pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo do verbo haver. Eu vejo muita gente errado isso, especialmente quando confunde com "havias" ou "havi", que não existem. Não tem segredo, mas vale explicar como funciona na prática.
Como se escreve havia e por que as pessoas erram
O verbo haver é irregular em vários tempos, mas no imperfeito ele segue o padrão normativo sem surpresas: eu havia, tu havias, ele havia, nós havemos (esse é o presente, cuidado), vós havíeis, eles haviam. A forma "havia" aparece tanto na primeira quanto na terceira pessoa do singular, o que gera dúvida frequentes. O erro mais comum que eu já vi em revisões de texto é alguém escrever "havias" quando o sujeito é "ele" ou "ela", ou então usar "havi" como se fosse uma forma válida. Essa forma não existe em nenhum registro da língua. Um problema real que eu enfrentei recentemente envolveu um texto jurídico onde o autor usava "havia" no sentido existencial ("havia muitos processos pendentes") mas o revisor automatizado marcava como erro por sugestionar "haviam". A regra é simples: quando o verbo haver tem sentido existencial (equivalente a "existir"), ele é sempre impessoal, ou seja, fica na terceira pessoa do singular. "Havia muitos processos" está correto. "Haviam muitos processos" está errado. Esse tipo de coisa aparece o tempo todo em documentos formais, e a correção manual leva cerca de 10 a 15 minutos por página de texto denso, dependendo do nível de erro.
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Outro detalhe que poucos mencionam: o verbo haver no sentido de "existir" não admite plural nunca. Já quando ele é verbo auxiliar (como em "eles haviam chegado"), aí sim concorda com o sujeito e vira "haviam". A confusão entre esses dois usos é a principal fonte de erro. Eu recomendo sempre verificar o sentido antes de conjugar. Se você está usando no sentido de existência, mantenha a terceira pessoa do singular. Se for auxiliar de um particípio, aí siga a concordância normal. Em resumo, a grafia correta é simplesmente havia. Sem til, sem cedilha, sem variação. A forma verbal existe desde o latim HABEBAT, e ela se manteve praticamente inalterada ao longo dos séculos. Não há exceções ortográficas, apenas as regras gramaticais já descritas acima.
Para consulta rápida, qualquer gramática normativa ou o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) confirma essa forma. O Acordo Ortográfico de 1990 não trouxe alterações nessa conjugação específica, então não há o que se preocupar nesse aspecto.