A resposta curta e o que todo mundo acerta (e erra) depois
Escrever 7000 em português é simplesmente sete mil. Não tem exceção, não tem truque. O número é redondo, não há centenas ou dezenas para complicar, então a grafia é direta mesmo. A dúvida real aparece quando as pessoas tentam aplicar a regra do meio milhão e acabam inventando coisa que não existe. Eu já vi gente colocar "sete milheiros" em formulário, ou "sete milê", achando que o português tem um sufixo especial para milhares. Não tem. Mil é invariável. Plural só quando passa de um, e mesmo assim não varia como substantivo comum.
como se escreve 7000
Em algarismos: 7000. Por extenso: sete mil. Pronto. Se precisar formalizar num documento, nota fiscal ou contrato, o formato correto é esse mesmo. Nada de vírgula antes do "mil", nada de hífen, nada de "e" sobrando no meio. O erro mais frequente que eu vejo na prática é gente escrever "sete mil e..." como se o "e" obrigatório entre centena e dezena também se aplicasse aqui. Não se aplica. O "e" só aparece na parte fracionária do número, ou seja, quando vem centena, dezena ou unidade depois do milhar. Sete mil é só isso — não tem nada depois para justificar conjunção.
Regulares versus casos que dão trabalho
O português brasileiro tem uma regra de escrita por extenso que funciona bem até cem mil. A partir dali, começa a ficar estranha. Mas 7000 está na zona segura. Veja a estrutura geral:
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- 1 a 999: regra normal (ex: trezentos e quarenta e cinco)
- 1.000 a 999.999: mil + resto (ex: dois mil e quinhentos e dezassete)
- 1.000.000+: milhão(s) + mil + resto
O detalhe que poucas pessoas lembram: quando o número termina exatamente em mil, não se usa "e" após ele. "Dois mil e trezentos" está certo porque tem 300 depois. "Dois mil" sozinho não leva "e". Sete mil é o mesmo caso. Zero após o milhar não gera conjunção. Outro ponto que causa confusão é a diferença entre "mil" e "milé". Em português, mil é a unidade de contagem. Milé é apenas um sufixo que aparece em contextos bem específicos, como "milésimo" (ordinal) ou em idiomas como o espanhol ("milésimo"). Usar "milê" como substantivo no português padrão é um erro que aparece com frequência em traduções automáticas e em textos produzidos por quem não domina a norma.
Um caso real que me atrapalhou
Numa folha de pagamento que eu estava conferindo há alguns anos, o sistema gerou um extrato com o valor 7.000,00 escrito como "sete mil zero reais". Ninguém havia configurado o formato de extenso do valor corretamente. A solução foi ajustar a máscara de formatação no software para usar a conversão padrão do BRL, que trata zeros à direita como parte da centava e ignora a escrita por extenso quando não há parte fracionária significativa. Demorou cerca de 40 minutos porque o sistema era antigo e a documentação era praticamente inexistente. O que aprendi com isso: se você estiver lidando com valores em reais por extenso em algum sistema automatizado, verifique sempre se a regra de "zero à direita não se escreve" está implementada. Sistemas legados costumam escrever tudo literalmente, e isso gera textos como "sete mil zero centavos" que estão formalmente incorretos segundo a norma culta.
Quando a coisa vira confusão mesmo
Valores entre 1.000 e 1.999 às vezes geram dúvida porque algumas pessoas acham que deveria ter "um" antes de mil. Não tem. "Um mil" é redundante e errado. O correto é só "mil" mesmo. Sete mil segue a mesma lógica, só que com o quantificador "sete" na frente. Outra pegadinha: em português europeu, a escrita pode variar levemente na pronúncia, mas a grafia permanece a mesma. "Sete mil" é válido tanto no Brasil quanto em Portugal. A única diferença prática que eu vejo é que em PT-PT às vezes se usa "e" onde no Brasil não se usa, mas isso é mais comum em números com partes fracionárias, não em redondos como 7000.
Resumo prático
Se precisa escrever 7000 em algarismos, use 7000. Se precisa por extenso, escreva sete mil. Para documentos oficiais com valores monetários, o formato recomendado pela Receita Federal é "R$ 7.000,00 (sete mil reais)". O "reais" vai no plural porque o valor é maior que um real, e o "sete mil" continua invariável dentro dessa expressão. Não há alternativa válida para esse número. Não existem formas regionais diferentes, não há exceções históricas ou arcaicas que justifiquem outra grafia. Se alguém insistir em algo como "sete milheiro" ou "sete milênio", trate como erro de digitação ou tradução malfeita.