A forma correta de escrever o número 160 em português
Este é um daqueles assuntos que parece simples até você tentar explicar para alguém e perceber que não tem tanta certeza assim. O número 160 em português se escreve cento e sessenta. Sem hífen, sem cedilha, sem surpresas.
Como se escreve 160 e os detalhes que ninguém conta
A regra básica é que, ao contrário do zero à direita (cem), o cento já é uma forma flexionada que precisa do conectivo "e" antes da dezena. Então fica "cento e sessenta". Não existe variante com hífen, não existe "cento-sessenta". Já vi gente apostando nesse hífen em revisão de texto e depois tendo que corrigir a matéria toda. O problema real começa quando as pessoas confundem cento com cem. Cem só aparece quando o número é exatamente 100 ou quando vem antes de outro numeral: cem reais, cem metros cúbicos. Assim que tem qualquer coisa depois — cent e um, cent e vinte, cent e sessenta — você volta para cento. É uma fronteira rígida que muita gente atravessa sem perceber.
Na prática, eu já vi planilhas fiscais com "cento e sessenta" escrito errado porque o operador digitava "cem e sessenta" achando que era a mesma coisa. O sistema rejeita, você perde tempo, e no final ninguém consegue lembrar porquê. A solução mais rápida que encontrei foi colocar uma nota de rodapé na planilha com a regra dos dois termos, porque explicações verbais não funcionam quando a pressão do fechamento está chegando.
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Detalhes que parecem bobagem mas fazem diferença
Se você for escrever valores monetários, a coisa muda ligeiramente. Dois centa e sessenta reais, por exemplo, também leva o "e" no meio: "duzentos e sessenta reais". Mas atenção: se o número for 160,00, lê-se "cento e sessenta reais". O "e" aparece entre as casas decimais só quando há centavos diferentes de zero. Outro ponto que todo mundo esquece: na escrita por extenso de documentos formais, como cheques ou contratos, a forma recomendada é cento e sessenta, não "160". E se o valor for seguido de "reais" no plural, tudo bem. Se fosse "real" no singular, seria porque o número anterior era um só — como "um real". Isso não se aplica ao 160, mas é um erro comum em revisões apressadas.
O Acordo Ortográfico de 1990 não mudou nada nisso. Regra velha, regra nova, a escrita permanece a mesma. O que mudou foram outras coisas que não têm relação com numerais cardinais acima de cem.
Quando a coisa complica
Em números maiores, a lógica se mantém. 161 é "cento e sessenta e um". 1600 é "mil e sessenta". Repara que em 1600 o "e" aparece depois de mil também. Isso ocorre porque a língua portuguesa exige o conectivo entre a centena e a unidade quando elas estão no mesmo nível de grandeza, mas a regra tem exceções que variam conforme a região. Em Portugal, por exemplo, alguns falantes nativos tendem a omitir o primeiro "e" em contextos informais, dizendo algo próximo de "cento sessenta". Em textos formais ou provas, isso é considerado erro. Se estiver fazendo uma redação vestibular ou preenchendo um documento oficial, mantenha os dois "e": cento e sessenta.
Se precisar consultar a regra rapidamente, a referência mais confiável é o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) do Dicionário Houaiss ou o Novo Acordo Ortográfico disponível no site da Agência Brasileira de Normas Técnicas. Nada substitui a consulta direta quando o documento tem valor legal.