Como Fazer Consideracoes Finais - Exemplos de Considerações finais: Saiba como fazer e Confira modelos ...
Exemplos de Considerações finais: Saiba como fazer e Confira modelos ...

O que são considerações finais e por que a maioria das pessoas faz errado

Considerações finais não são resumo. Todo mundo confunde isso. Quando eu comecei a revisar artigos acadêmicos para revistas do meu campo, lia as mesmas besteiras repetidas: parágrafos que apenas repetiam os resultados já apresentados, ou conclusões genéricas que podiam servir para qualquer trabalho. Isso não vale nada. As considerações finais precisam acrescentar algo. Elas precisam mostrar o que você realmente entendeu do seu trabalho depois de todo o esforço de pesquisa.

Como fazer consideracoes finais de forma prática

Vou explicar a estrutura que funciona no mundo real, não a teoria idealizada dos manuais acadêmicos. A primeira coisa que você precisa decidir é o tom do texto. Considerações finais podem ser exploratórias, ou seja, levantar novas perguntas que surgiram durante a pesquisa, ou podem ser conclusivas, fechando argumentos com base em evidências sólidas. Eu prefiro o primeiro modelo porque ele demonstra honestidade intelectual. Leitores experientes percebem quando você está simplesmente enfeitando o texto com palavras de encerramento. Aqui vai um exemplo concreto. Eu estava revisando uma dissertação sobre modelagem preditiva em saúde pública. O autor das considerações finais simplesmente repetia os valores de acurácia do modelo. Não dizia nada novo. Não discutia limitações. Não apontava para aplicações reais. Era inútil. Eu sugeri que ele transformasse aquele parágrafo em uma seção de limitações e implicações práticas. O resultado foi muito melhor porque o leitor saía sabendo exatamente onde aquele modelo funcionava e onde não funcionava.

Estrutura funcional que eu recomendo

O primeiro parágrafo deve sintetizar o problema de pesquisa em uma ou duas frases. Não repita o título do trabalho. Você já leu o artigo inteiro, então o leitor também leu. Vá direto para o que foi respondido. O segundo parágrafo deve abordar as limitações do seu estudo. Isso é contraintuitivo para muitos pesquisadores porque eles sentem que admitir limitações enfraquece o trabalho. Na verdade, é o oposto. Limitações bem discutidas aumentam a credibilidade. Eu vejo todo dia papers com limitações que poderiam ter sido melhores. Um deles que me marcou foi um estudo sobre machine learning aplicado a diagnósticos médicos que ignorava completamente o viés de seleção nos dados. Isso deveria ter sido mencionado nas considerações finais, mas não foi. O papel foi reprovado na revisão por pares exatamente por isso. O terceiro parágrafo pode falar de sugestões para trabalhos futuros. Mas não coloque sugestões genéricas como "futuros estudos devem investigar mais". Isso não ajuda ninguém. Seja específico. Diga qual conjunto de dados poderia ser usado, qual método alternativo poderia ser testado, qual variável não foi considerada. Quanto mais concreto, mais útil.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Erros comuns que acontecem o tempo todo

O erro mais frequente é transformar as considerações finais em resumo expandido. Se você está apenas parafraseando capítulos anteriores, pode simplesmente pular essa parte. Outra armadilha é fazer afirmações grandiosas sem sustento. Frases como "este trabalho revolucionará a área" ou "os resultados são definitivos" soam mal porque ninguém acredita nelas. Dados speak por si mesmos. Tem também o problema do comprimento. Eu recomendo entre 500 e 800 palavras para artigos científicos, dependendo do periódico. Mais do que isso vira dissertação. Menos do que isso parece que você não se importou. Um artigo de revista que eu submeti tinha considerações finais com exatamente 620 palavras. Foi aceito na primeira versão. A mesma revista rejeitou outro trabalho com 1.200 palavras de considerações porque o revisor disse que era redundante e cheio de informações que já estavam no corpo do texto.

Como revisar suas próprias considerações finais

Uma técnica que funciona é ler o texto de trás para frente. Comece pela última frase e suba até a primeira. Isso remove a ilusão de coerência que criamos quando lemos normalmente. Você vai perceber gargalos e saltos lógicos que não notou antes. Outra técnica é substituir o verbo "concluir" por verbos mais específicos. Em vez de "podemos concluir que", use "os dados indicam que", "a análise sugere que", ou simplesmente apresente o resultado sem verbo algum. Existe também um detalhe técnico que poucos consideram: a conexão entre considerações finais e a introdução. No final do texto, você precisa retornar às questões que apresentou no início. Isso dá sensação de fechamento ao leitor. Eu sempre faço um check list mental: a pergunta inicial foi respondida? As limitações foram reconhecidas? As perspectivas futuras são específicas? Se sim, está pronto. Se não, precisa ajustar.

A parte mais difícil é saber quando parar. Às vezes você escreve dois ou três parágrafos extras que acham que são importantes mas que na verdade são apenas repetições disfarçadas. Se você conseguir eliminar metade do que escreveu e o texto continuar fazendo sentido, provavelmente era excesso. Menos é mais nessas situações. Considerações finais boas são enxutas e diretas. O trabalho fala por si só.