O que a gramática diz
Em português, Brasil é nome próprio. Não tem ambiguidade na norma culta. Nomes de países, cidades, ruas e estados são sempre capitalizados e recebem tratamento de substantivo próprio. Se a dúvida surgiu num exercício escolar ou numa análise sintática, a resposta curta é: próprio.
Então Brasil é comum ou próprio?
É próprio. O adjetivo derivado (brasileiro) é substantivo comum quando usado como classe, mas o topônimo em si não entra nessa categoria. A confusão aparece porque, na fala informal, às vezes se trata o nome do país como se fosse uma coisa genérica, mas a regra escrita permanece a mesma. Um detalhe que pouco gente leva a sério: o uso ou a ausência do artigo definidos muda a função sintática, não a classificação morfológica. Dizer o Brasil mantém a natureza própria; o "o" apenas marca referência particular. Já Brasil sozinho, em manchetes ou títulos, também é próprio — só está subtraindo o artigo por estilo, não por Gramática.
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Eu cheguei a perder tempo num projeto de PLN porque um pré-processador simples substituía letras maiúsculas por minúsculas em "entidades". O pipeline tratava Brasil como token comum e o modelo não reconhecia mais como entidade geográfica. A solução prática foi adicionar uma lista de bloqueio de normalização para topônimos antes de qualquer downcasing. Leva uns cinco minutos para ajustar, mas evita horas de debugging depois. Há ainda o caso das grafias variantes que muita gente acha que quebram a regra: Brésil (francês), Brazil (inglês). São outras línguas. Em português, a norma padrão mantém Brasil. Trocar a ortografia por influência de línguas estrangeiras não transforma o nome em comum; só indica empréstimo ortográfico, não mudança de categoria lexical.
Se o objetivo for aplicar isso em código ou em revisões textuais, a estratégia mais segura é separar claramente a camada de zação da camada de reconhecimento de entidades. Manter a capitalização original durante o pré-processamento reduz erros em cerca de 80% em corpus com muitos topônimos, segundo a experiência de quem trabalha com corpora históricos e jurídicos, onde a variação gráfica é frequente.