Atividade Tipos De Sujeito - Atividade De Sujeito E Predicado - NAZAEDU
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Tipos de sujeito: o que realmente importa na prática

Achei que essa parte da gramática era simples no começo. Sujeto, predicado, ponto final. Aí você começa a ver as questões de concurso e percebe que o assunto tem camadas que ninguém conta do jeito certo.

O básico que todo mundo explica igual

Sujeito é o termo da oração sobre o qual se declara alguma coisa. O predicado é o que se declara. Parece óbvio, mas a armadilha está em identificar quem pratica a ação quando a estrutura está invertida ou quando o verbo está na voz passiva. Existem cinco tipos principais que você precisa dominar:

A maior confusão que eu vejo todo dia acontece entre sujeito indeterminado e oração sem sujeito. São coisas diferentes e a diferença é a razão pela qual muita gente erra em prova.

Como identificar na prática

O método mais confiável que eu uso é o da pergunta. Pergunte "quem" ou "o que" antes do verbo. Se tiver resposta, é sujeito. Se não tiver, pode ser oração sem sujeito. Para subjecto indeterminado, teste duas coisas: se o verbo está no plural e não dá para perguntar quem fez, é indeterminado. Se o "se" está junto com verbo transitivo direto em voz passiva, o termo depois do verbo é objeto direto, não sujeito. Aí a coisa complica e é onde a maioria errou.

Um exemplo rápido: "Vendem-se casas." O correto é analisar como voz passiva sintética. "Casas" é objeto direto. Se alguém marcar sujeito, jáerra. O mesmo para "Aluga-se quarto." Mesmo raciocínio. Já em "Precisa-se de empregados," o "se" é partícula indizadora. Aqui sim é sujeito indeterminado, porque o verbo é transitivo indireto e não permite voz passiva. A distinção entre essas duas construções com "se" é uma das coisas que mais caem em provas e que eu mais vejo gente confunDir.

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A pegadinha que eu levei na minha pele

Eu corrigia redações e questões de alunos sobre atividade tipos de sujeito e sempre achava que o sujeito era "Deus" quando aparecia "Ai!" no início da frase. Errado. Orações interjetivas como "Ai!", "Olá!", "Psit!" são orações sem sujeito. Não tem agente, não tem ação. É só expressão. Outro erro clássico: tratar "é preciso" como se tivesse sujeito oculto. Não tem. "É preciso estudar." A expressão "é preciso" é impessoal. O sujeito é a oração subordinada substantiva "estudar", mas o verbo "é" não tem sujeito. Isso gera confusão porque a oração inteira funciona como predicativo, mas grammaticalmente a estrutura é diferente.

O pior caso que eu já vi foi com a expressão "haja o que for." Muita gente achava que "o que for" era sujeito. Na verdade, é uma oração subordinada substantiva subjetiva completa, mas o verbo "haja" é impessoal. Se você tentar buscar um sujeito para "haja," vai travar. É isso que a questão quer testar.

Voz passiva versus voz ativa: o ponto cego

Quando o verbo está na voz passiva analítica, o sujeito da ativa vira agente da passiva. Exemplo: "O aluno foi punido pelo professor." Na ativa, "o aluno" é sujeito. Na passiva, "o aluno" continua sendo sujeito, mas agora da ação recebida. O "pelo professor" é agente da passiva, não sujeito. Na passiva sintética com "se," a regra é mais rígida: se o verbo for transitivo direto, o termo posterior é objeto direto. Se for transitivo indireto, aí sim é sujeito indeterminado. Memorize isso. Vale muito.

Orações sem sujeito: a lista que parece infinita

Verbos que indicam fenômenos da natureza nunca têm sujeito. "Choveu muito." "Neva no sul." O "eu" não existe aqui. O verbo aparece na 3ª pessoa do singular e pronto. Verbos "basta," "baste," "resta," "sobrou" quando usados de forma impessoal também não têm sujeito. "Basta de conversa." Não é "conversa" o sujeito. É complemento verbal.

O verbo "haver" no sentido de existir é sempre impessoal. "Havia muitos problemas." Nunca diga "os problemas houveram." O correto é "os problemas houve" porque o verbo principal não flexiona, só o auxiliar se houver.

Resumo prático

Não adianta decorar listas. A técnica é aplicar a pergunta do "quem" e verificar se o verbo permite voz passiva. Se o verbo é transitivo direto e aceita "se" como partícula apassivadora, o termo posterior é objeto. Se não aceita, é sujeito indeterminado. Se não tem agente identifiable de jeito nenhum, é oração sem sujeito. Para quem está estudando para prova, foque nos três pontos que mais caem: a diferença entre "se" apassivador e "se" indeterminador, a impessoalidade do "haver," e os verbos que indicam fenômenos naturais. Dominar isso resolve a maioria das questões sobre atividade tipos de sujeito sem precisar decorar regra por regra.