As 4 Fases Do Ciclo Menstrual Sintomas - As 4 Fases Do Ciclo Menstrual - NAZAEDU
As 4 Fases Do Ciclo Menstrual - NAZAEDU

Ciclo menstrual e suas fases: o que acontece no corpo

A maioria das pessoas só presta atenção no ciclo menstrual quando sente cólicas ou mudanças de humor. Na prática, entender as quatro fases ajuda a prever como o corpo vai se comportar durante o mês inteiro. O ciclo é dividido em fase folicular, ovulação, fase lútea e menstruação, cada uma com hormônios e sintomas diferentes.

As 4 fases do ciclo menstrual sintomas

Vamos explicar como isso funciona de verdade, porque a teoria de livro didático nem sempre bate com a realidade que as mulheres vivem. O ciclo começa no primeiro dia de sangramento e termina no dia anterior à próxima menstruação. A média é 28 dias, mas qualquer coisa entre 21 e 35 dias é considerada normal. Fase folicular (dia 1 ao 13 mais ou menos). Começa junto com a menstruação. O hipotálamo libera GnRH, que estimula a hipófise a secretar FSH, o hormônio folículo-estimulante. Esse hormônio faz os folículos ovarianos começarem a amadurecer. Só um deles vai virar o folículo dominante. Os outros degeneram. Nessa fase, os níveis de estrogênio vão subindo devagar. Muitas mulheres relatam mais energia e disposição, mas outras só sentem desconforto abdominal e cansaço por causa do sangramento em si. Eu já vi casos de mulheres com ciclo de 21 dias que ovulam no dia 7 e confundem com menstruação precoce no mês seguinte. O segredo é anotar os dias, não tentar calcular de cabeça.

Ovulação (dia 14 aproximadamente). O pico de estrogênio dispara um surto de LH, o hormônio luteinizante. Esse surto causa a ruptura do folículo e a liberação do óvulo. A ovulação dura cerca de 16 a 32 horas. O óvulo fica viável por apenas 12 a 24 horas após ser liberado. Nessa fase, o corpo tem temperatura basal ligeiramente mais alta, o muco cervical fica transparente e elástico, parecendo clara de ovo cru. Algumas mulheres sentem dor unilateral no baixo ventre, o chamado mittelschmerz. Eu atendi uma paciente que tinha dor forte todo mês no lado direito e achava que era apendicite. Descobriu-se que era ovulação pelo lado direito do ovário. Se a dor for muito intensa ou durar mais de dois dias, precisa de avaliação médica para descartar cistos ou endometriose. Fase lútea (dia 15 ao 28). O folículo rompido se transforma em corpo lúteo, que produz progesterona. Esse hormônio prepara o endométrio para uma possível implantação do embrião. Se não houver fecundação, o corpo lúteo degenera e a progesterona cai. Nessa fase, os sintomas mais comuns são: sensibilidade mamária, inchaço abdominal, alterações de humor, acne e aumento do apetite. A TPM, ou sindrome pré-menstrual, afeta cerca de 75% das mulheres em algum grau. A forma mais grave é o TPRE, distimia pré-menstrual, que atinge entre 3% e 8% das mulheres em idade reprodutiva. A diferença é que o TPRE causa sintomas incapacitantes, enquanto a TPM comum é moderada. Se os sintomas atrapalham a rotina, existem opções de tratamento, desde mudança de estilo de vida até medicação, mas isso precisa ser conversado com um ginecologista.

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Menstruação (dia 1 ao 5 mais ou menos). A queda brusca de progesterona e estrogênio faz o endométrio se descolar. O sangramento dura em média 3 a 7 dias. Perde-se cerca de 30 a 80 ml de sangue, o que é considerado normal. Sangramentos muito abundantes, com troca de absorvente a cada uma ou duas horas, podem indicar fibromiomas, pólipos ou distúrbios de coagulação. Nesses casos, procure atendimento médico. Anemia ferropriva é uma complicação real de menstruações muito intensas e prolongadas.

O que funciona na prática para lidar com os sintomas

Registrar o ciclo em um aplicativo ou numa planilha simples muda completamente a forma como você consegue antecipar como vai se sentir. Em vez de levar surpresas, você sabe que na fase lútea pode ter mais dificuldade para dormir, fome aumenta e a disposição para exercícios pesados cai. Isso ajuda no planejamento: adie cirurgias eletivas para a fase folicular se possível, porque a recuperação costuma ser melhor. Sobre cólicas, anti-inflamatórios não hormonais como ibuprofeno ou naproxeno funcionam bem porque bloqueiam as prostaglandinas, substâncias que causam contrações uterinas. O problema é que muita gente toma só quando a dor já está forte. O ideal é começar assim que perceber o início da menstruação, não esperar ela explodir. Doses regulares por dois ou três dias costumam ser mais eficazes do que doses altas esporádicas.

Para a TPM, exercícios aeróbicos regulares reduzem a gravidade dos sintomas em cerca de 30% a 40%, segundo estudos. Não precisa ser maratona, três sessões de 30 minutos por semana já fazem diferença. Sono adequado e redução de cafeína e álcool também ajudam, embora seja mais fácil falar do que fazer na prática. Se você tem ciclo irregular, ovulação ausente ou sangramentos muito abundantes, existem exames que investigam causas como síndrome dos ovários policísticos, distúrbios tireoidianos ou problemas na hipófise. Ultraportabilidade hormonal também pode alterar o ciclo, então converse com seu médico sobre todos os medicamentos e suplementos que está usando.

Uma informação que poucas pessoas sabem: a fertividade não cai abruptamente na menopausa. Ela começa a declinar significativamente a partir dos 35 anos, com aceleração após os 40. A reserva ovariana diminui com a idade, e isso afeta tanto a quantidade quanto a qualidade dos óvulos. Se você está pensando em engravidar e tem mais de 35 anos, não espere. Avaliação de fertilidade precoce faz diferença real nos resultados. O ciclo menstrual é um sinal vital importante. Alterações bruscas, sangramentos entre períodos, dor muito intensa ou ciclos muito curtos ou muito longos merecem investigação. Não é normal sofrer silenciosamente achando que é apenas parte do feminino. Ginecologistas estão preparados para ajudar, e existem tratamentos eficazes para a maioria dos problemas.