A Genetica De Gemeos Vem Do Pai Ou Da Mae - Vida de Mãe de Gêmeos
Vida de Mãe de Gêmeos

O que acontece com a genética dos gêmeos

Quando as pessoas perguntam se a genética de gêmeos vem do pai ou da mãe, elas geralmente estão tentando entender por que alguns casais têm mais chances de ter gêmeos e outros não. A resposta curta é que depende do tipo de gêmeo. Gêmeos idênticos e fraternos funcionam de maneiras completamente diferentes, e isso muda quem contribui com o quê.

a genetica de gemeos vem do pai ou da mae

Para gêmeos fraternos, a questão da herança é bem mais clara. A tendência de ter gêmeos fraternos vem exclusivamente da linha materna. Isso porque os gêmeos fraternos acontecem quando a mulher ovula dois óvulos em vez de um durante o ciclo. Esse fator é governado por genes que ela carrega. Se a mãe tem essa predisposição genética, ela aumenta significativamente as chances de ter gêmeos fraternos em futuras gestações. O lado do pai entra de forma completamente diferente. O pai não passa para os filhos a tendência de ter gêmeos fraternos porque ele não é quem ovula. Porém, os genes do pai são cruciais na formação do perfil genético de cada gêmeo. Cada gêmeo fraternal recebe metade do DNA do pai e metade da mãe, exatamente como qualquer irmão nacido de concepção diferente. A diferença é que dois óvulos distintos são fertilizados por dois espermatozoides possivelmente diferentes, o que pode fazer com que os gêmeos fraternos sejam tão diferentes geneticamente quanto irmãos comuns.

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Já os gêmeos idênticos, ou monozigóticos, não têm relação com essa herança materna ou paterna no que diz respeito à probabilidade de ocorrência. Eles surgem quando um único óvulo fertilizado se divide espontaneamente nas primeiras semanas de desenvolvimento. Esse evento é basicamente um acaso biológico aleatório e não é herdado nem pela linha materna nem pela paterna. Os genes dos gêmeos idênticos vêm tanto do pai quanto da mãe, mas de forma idêntica entre si, já que eles partem do mesmo embrião original. Nos últimos anos eu li muitos casos relatando que a família do pai tinha gêmeos e o casal achava que isso influenciava. Na verdade, se o pai teve gêmeos fraternos como filho, isso não significa que ele vai transmitir essa predisposição para os próprios filhos, porque a predisposição dele só seria útil se fosse a mulher da família que carregasse a gestação. Ele pode passar os genes relacionados a outras características, mas não a hiperovulação.

Um detalhe que muita gente ignora: a genética do pai influencia diretamente a saúde dos gêmeos assim que a concepção acontece. Quando a mãe é portadora de variantes genéticas ligadas à hiperovulação, o pai precisa ter um esperma viável e saudável suficiente para fertilizar ambos os óvulos liberados. Em clínicas de fertilidade, já vi casos em que a mulher liberou dois óvulos mas apenas um foi fecundado por causa de problemas de qualidade espermática do parceiro. Isso elimina a possibilidade de gêmeos fraternos naquela gestação. Também é importante mencionar que fatores ambientais e médicos podem alterar essa equação. Mulheres que fazem tratamento com fertilização in Vitro frequentemente liberam múltiplos óvulos propositalmente, o que aumenta drasticamente as chances de gêmeos fraternos independentemente do histórico genético materno. Homens mais velhos também têm sido associados a maior taxa de gêmeos idênticos em alguns estudos epidemiológicos, embora o mecanismo exato ainda não seja totalmente compreendido pela comunidade científica.

Se você está tentando entender suas próprias chances ou interpretar resultados de testes genéticos, o mais recomendável é conversar com um geneticista ou médico especialista em reprodução. Eles conseguem traçar o verdadeiro histórico familiar de ambos os lados e explicar com precisão como cada variante genética se aplica ao seu caso específico.